quarta-feira, 26 de outubro de 2011

A farsa nos palanques políticos do desenvolvimento econômico barrense

RoyalPack prevê 290 novos postos de trabalho diretos e mais 350 indiretos ainda em 2011e em plena crise internacional.
Contando estórias de desenvolvimento econômico para boi dormir

O retrocesso no desenvolvimento econômico registrado no índice 0,420 de ICMS – 2011 em Barra do Piraí, mesmo patamar de 2004, tem como maiores causas a queda na produção em duas de suas maiores empresas, a sonegação fiscal e os incentivos fiscais desenfreados e mal calculados oferecidos pelo poder público. Enquanto a BR Metals Ltda, fundição localizada na Estrada Governador Raymundo Padilha, bairro Cantão, vem acumulando dívidas, demitindo funcionários, enfrentando greves e multas pesadas dos órgãos ambientais pela poluição ao Rio Paraíba do Sul, o Grupo MBP deixou de recolher através da Metalúrgica Barra do Piraí, cerca de R$ 45 milhões em ICMS na fabricação das UPAs com notas fiscais emitidas pela Metalúrgica Valença, empresa inaugurada em junho de 2010, que além de nunca ter fabricado as UPAs possui incentivos fiscais estaduais reduzindo o índice de recolhimento de ICMS de 19% para 2%.
Vivendo o vexame do fechamento da fábrica das Usinas Itamarati no bairro Belvedere, que além de incentivos fiscais municipais, foi beneficiada pelo período de 30 anos com a cessão de um galpão comprado pelo município no valor de R$ 1,5 milhão, o prefeito José Luiz Anchite, o Zé Luiz (PP), montou novamente o palanque político para anunciar a empresa catarinense RoyalPack, inaugurada na quinta-feira (20), nas antigas instalações da Belprato, na Grota Funda. Beneficiada também pelos incentivos fiscais estaduais que reduzem a alíquota de ICMS no condomínio industrial acanhado, a RoyalPack, fabricante de utensílios domésticos como embalagens para freezer, sacos para lixo, filmes em PVC, sacos picotados, sacos herméticos, sacos biodegradáveis, sacos recicláveis, papel manteiga, papel alumínio, bandejas em alumínio, protetor de fogão, marmitas e formas de pizza, abre suas atividades repetindo previsões de outras empresas instaladas em Barra do Piraí, que não se concretizaram com o passar do tempo. Segundo a assessoria de imprensa da Prefeitura de Barra do Piraí, a RoyalPack vai gerar 290 novos postos de trabalho diretos e mais 350 indiretos ainda em 2011, números que dificilmente serão alcançados em plena crise internacional. Segundo Fernando Melo, um dos diretores da RoyalPack, o investimento da empresa em infraestrutura ultrapassa os R$ 14 milhões. “Estamos mostrando ao mercado que, mesmo em tempo de crise, é possível acreditar no crescimento e investir pesado em geração de emprego e renda, bem como apostar no desenvolvimento do País”, afirma o diretor Fernando Melo.
Com matriz na cidade de Águas Mornas (SC) e filiais nas cidades de Tijucas (SC), Jaboatão dos Guararapes (PE) e agora Barra do Piraí, a chegada da RoyalPack mereceu o seguinte comentário do prefeito Zé Luiz. “Nossa cidade está carente de empregos e vamos lutar a cada dia mais pela vinda de mais empresas”.
Somente na semana passada as empreiteiras contratadas pela Metalúrgica Barra do Piraí demitiram cerca de 150 funcionários com a interrupção na fabricação das UPAs de lata, agora investigadas pelo Ministério Público Federal.

RoyalPark inaugura filial em Barra do Piraí
Na manhã de quinta-feira (21) o assessor de Comunicação e Marketing da RoyalPack, Caco Rodrigues, confirmou a previsão de 290 empregos diretos e 350 indiretos ainda em 2011, acrescentando, que a expectativa de faturamento no primeiro ano de atividade da filial Barra do Piraí é de R$ 180 milhões. Caco afirmou que o incentivo fiscal baixando a alíquota de recolhimento de ICMS no ainda em formação Pólo Industrial da Grota Funda, foi de fundamental importância na instalação da RoyalPack Rio no município de Barra do Piraí. Os 17% de redução na cobrança de ICMS representam, segundo o assessor de imprensa, mais R$ 30 milhões/ano para a empresa investir em sua linha de fabricação.
A solenidade de inauguração contou com a presença do prefeito José Luiz Anchite (PP), vice-prefeito Maércio de Almeida, vereadores, secretários e diretores municipais e representantes de instituições civis, militares e eclesiásticas.
O JBP - O TASQUIM e o Blog do Jeff Castro criticam a política fracassada de desenvolvimento econômico em Barra do Piraí, dando boas vindas a RoyalPack.
Que o sucesso do empreendimento seja compartilhado pelo povo de Barra do Piraí.

MP investiga relação suspeita entre autoridades do Executivo e diretores das Viações Santo Antônio, Santa Luzia e JC Guimarães


Os ônibus das viações apresentam péssimo estado de conservação e circularam durante meses com documentos atrasados sem sofrer qualquer tipo de fiscalização dos órgãos da Secretaria de Ordem Pública de Barra do Piraí
O prefeito Zé Luiz abafou a “operação vistas grossas” na fiscalização dos ônibus da Santo Antonio, Santa Luzia e JC Guimarães. Zé Luiz ainda renovou as concessões das empresas denunciadas no MP pelo Sindicato dos Rodoviários por suposto crime de apropriação indébita dos descontos previdenciários nos contra-cheques.


A Promotoria de Justiça de Tutela Coletiva – núcleo Barra do Piraí, informou esta semana a instauração do Procedimento Preparatório de Inquérito Civil (51/11) para verificar possível omissão da Secretaria de Ordem Pública no cumprimento de suas atribuições, ante a ausência de fiscalização nos veículos das viações Santo Antônio, Santa Luzia e J.C. Guimarães.

Em novembro do ano passado o prefeito José Luiz Anchite, o Zé Luiz (PP) interrompeu as apreensões de veículos, principalmente de motocicletas, que eram realizadas diariamente pela Guarda Municipal.

Os motivos da interrupção foram às denúncias do jornalista Jeff Castro na coluna Na VOZ do JEFF, que na época era publicada no A VOZ DA CIDADE, jornal diário com sede em Barra Mansa.

O jornalista revelou que através do Sindpass - sindicato patronal das empresas de transporte público no Sul Fluminense com sede em Barra Mansa - os diretores das viações Santo Antônio, Santa Luzia e J.C. Guimarães, Ismael Moreira da Silva e Rafael Vilar Ferreira da Silva, tinham doado três veículos para a Secretaria de Ordem Pública de Barra do Piraí (Uno Mille Fire Flex 4T, ano 2005/2006, cor branca, chassi nº 9BD1582276460 3443 no valor de R$ 20,3 mil; Fiat/Strada Fire Flex, ano 2006/2006, cor branca, chassi nº 9BD27801A 62504120 no valor de R$ 26,366 mil; e Uno Mille Economy Flex 1.0, ano 2010/2011, chassi nº 9BD 15822AB645979, no valor de R$ 24 mil).

As suspeitas eram de que por causa das doações do Sindpass os ônibus urbanos das viações Santo Antônio, Santa Luzia e JC Guimarães não eram fiscalizados pela Guarda Municipal e Demutran, órgãos ligados a Secretaria de Ordem Pública.

Para tentar comprovar as suspeitas de que as doações dos veículos motivavam a “operação vistas grossas” na fiscalização dos ônibus urbanos das citadas viações, o jornalista Jeff Castro tentou obter informações sobre a fiscalização aos ônibus da empresa pela Secretaria de Ordem Pública de Barra do Piraí e não obteve qualquer resposta.

Na época o prefeito Zé Luiz prometeu apurar as denúncias e nenhuma providência ou resposta foi divulgada até hoje. Zé luiz chegou a demonstrar surpresa e reprovação quando tomou conhecimento da fotografia que mostrava o veículo modelo marea, da Fiat, que pertencia ao secretário de Ordem Pública e permanecia guardado no pátio das viações após ter sido, meses antes, alvejado por um coquetel incendiário na Rua Major Ferraz, Centro da cidade. O fato também é investigado na Promotoria de Tutela Coletiva.

Desenvolvimento Econômico: o fracasso de Barra do Piraí

Índice de ICMS retorna ao patamar registrado em 2004

A situação financeira gravíssima da BR Metals, que vem acumulando dívidas, reduzindo o quadro de funcionários, enfrentando greves e multas pesadas dos órgãos ambientais; o fechamento da fábrica das Usinas Itamarati, instalada em galpão comprado por R$ 1,5 milhão pela Prefeitura de Barra do Piraí; e o suposto desvio fiscal no Grupo MBP, que produzia as UPAs de lata na Metalúrgica Barra do Piraí com notas fiscais emitidas pela Metalúrgica Valença, são causas, que aliadas à inércia da fiscalização da Secretaria Estadual de Fazenda e Secretária Municipal de Fazenda na verificação do preenchimento da Declaração Anual para o Índice de Participação dos Municípios (DECLAN-IPM), fizeram o índice 2011 de ICMS de Barra do Piraí retornar ao patamar registrado em 2004.
A Declaração Anual para o IPM (DECLAN-IPM), que apura operações relativas à circulação de mercadorias e prestações de serviços alcançados pela incidência do ICMS, compõe o cálculo dos Índices de Participação dos Municípios (IPM). 
O índice de ICMS em Barra do Piraí em 2004 era de 0,420. Em 2005 subiu para 0,441 e em 2006 caiu para 0,440 mantendo-se estável de 2007 até 2010 em 0,439. Em 2011 o decreto estadual nº 42.992 de 26/05/2011 retornou o índice de Barra do Piraí ao patamar de 2004 (0,420) revelando o retrocesso empresarial e industrial barrense durante os anos de mandato do atual prefeito José Luiz Anchite, o Zé Luiz (PP).
Sem uma política de desenvolvimento econômico, trabalho e renda eficiente ou pelo menos definida, Barra do Piraí, desde 2005 só conhece o crescimento economico e os empregos nas promessas mentirosas dos palanques.

MBP  no escândalo das UPAs de lata
Depois de fechar 44 contratos com o Governo do Estado que somam mais de R$170 milhões em dois anos para a Metalúrgica Valença (MV), o Grupo MBP recebeu R$ 45 milhões em isenção de impostos, como o ICMS. O Grupo MBP foi alvo das denúncias sobre as UPAs de lata construídas na MBP com notas emitidas pela MV, empresa beneficiada pela lei de redução do ICMS de 19% para 2% no município de Valença.

O golpe da Usina Itamarati
A Usina Itamarati, inaugurada (?) em dezembro de 2008 num galpão com 3,5 mil metros quadrados comprado e cedido pela prefeitura de Barra do Piraí por um período de até 30 anos com isenção de tributos municipais incluindo o ISS (Imposto Sobre Serviço) para a unidade de produção e o centro de distribuição de açúcar e de alimentos da empresa, revela-se hoje mais um investimento sem retorno do prefeito José Luiz Anchite, o Zé Luiz (PP), que pagou R$ 1,5 milhão pelo imóvel em nome do povo. Na época, o presidente da Itamarati Sylvio Nóbrega Coutinho, acompanhado pelo empresário Edésio Oliveira, representante da única acionista da empresa,  Ana de Moraes, revelava, que a unidade atingiria 10% de market share no Estado do Rio num primeiro estágio. E que o investimento de R$ 4,5 milhões geraria 61 postos de trabalho até 2010, podendo atingir a meta de 250 postos em 2011. Hoje o galpão está abandonado. Veja foto abaixo

BR Metals faz acordo com MP para pagar R$ 7 milhões de multa pelo vazamento de óleo ascarel no Rio Paraíba do Sul

       A partir de ações do Ministério Público Federal (MPF) do Estado do Rio de Janeiro e da Associação Macaense de Defesa Ambiental (AMDA), a Justiça condenou a BR Metals Fundições a pagar mais de R$ 7 milhões de indenização por poluir o Rio Paraíba do Sul num vazamento de óleo ascarel em Barra do Piraí no ano de 1988, quando a empresa ainda pertencia ao grupo Thyssen Fundições. O valor, sujeito a correção, corresponde à soma das três indenizações fixadas pela 18ª Vara Federal do Rio de Janeiro numa decisão válida para os três processos, abertos em 1990 (90. 0045942-7 – MPF; 90. 0045943-5 - Estado e 90. 0045941-9 - AMDA).
        Em agosto de 1988, o combate a um incêndio com extintores a base de água levou ao escoamento para o Rio Paraíba do Sul, de 190 litros de óleo ascarel, que não evapora mesmo em alta temperatura. Três anos depois, um parecer da Fundação Estadual do Meio Ambiente (Feema) verificou no rio resquícios do óleo ascarel em quantidade acima do normal. “Apesar do longo trâmite na Justiça, em razão da complexidade da matéria tratada nos autos, especialmente quanto à comprovação e valoração do dano ambiental causado, o valor fixado pelo Judiciário possibilitará a implementação de políticas ambientais compensatórias”, diz a procuradora da República Gisele Porto, que acompanhou o processo nos últimos anos. A indenização fixada pela Justiça na contaminação do Rio Paraíba do Sul pelo óleo ascarel será dividida: dois terços irão, a pedido do MPF e da AMDA, para o Fundo de Defesa dos Direitos Difusos, que recupera danos ao meio ambiente e ao patrimônio cultural, entre outros, enquanto outro 1/3 será revertido para o Fundo Especial de Controle Ambiental (FECAM), do Estado do Rio.

BR Metals acumula prejuízos
       Em junho a BR Metals apresentou um quadro bastante negativo com prejuízo líquido em 2008 de R$ 38,65 milhões, em 2009 de R$ 21,24 milhões e em 2010 de R$ 52,478 milhões.  Em 2011 o prejuízo acumulado até abril era de R$ 14,202 milhões. A empresá enfrentou greve de funcionários em agosto e os dados contábeis apresentados pela BR Metals demonstram claramente o início de um processo falimentar, justamente no momento em que o Governo do Estado aplica cerca de R$ 45 milhões na construção de uma ponte para beneficiar a empresa.  

sexta-feira, 16 de setembro de 2011

A farra da emergência no transporte escolar da Prefeitura de Mendes


Um dos ônibus da Prefeitura de Mendes que faz o transporte escolar junto aos onibus contratados por dispensa de licitação em caráter emergencial


Enquanto denúncias sobre casos de contratação direta por dispensa de licitação sob a alegação de emergência pelo poder público (Art. 24, IV da Lei nº 8.666/93) amontoam-se sobre as mesas do Ministério Público em todo o Brasil. Em Mendes, o prefeito Rogério Riente (DEM) contratou nos anos de 2010 e 2011 as empresas Pereira & Mazoni Pousada Viagens e Turismo Ltda, Rical Vassouras Transporte e Turismo - ME, Expresso Evial Ltda, Ideal Serrana Transporte e Turismo Ltda, Renato Ferreira Jorge - ME e Microtur de Mendes Turismo Ltda para realizar o transporte escolar no valor total de R$ 2.925.936,07 alegando emergência nas dispensas de licitação.
Mas que emergências são essas que perduram dois anos seguindo na contramão da legislação?
O que fazem os fiscalizadores diante a provável inexistência de emergência na contratação das seis empresas que realizam o transporte escolar em Mendes?
Conheça o Artigo 24, inciso IV da Lei nº 8.666/93: "Art. 24. É dispensável a licitação: IV - nos casos de emergência ou de calamidade pública, quando caracterizada urgência de atendimento de situação que possa ocasionar prejuízo ou comprometer a segurança de pessoas, obras, serviços equipamentos e outros bens, públicos ou particulares, e somente para os bens necessários ao atendimento da situação emergencial ou calamitosa e para as parcelas de obras e serviços que possam ser concluídas no prazo de 180 (cento e oitenta) dias consecutivos e ininterruptos, contados da ocorrência da emergência ou calamidade, vedada a prorrogação dos respectivos contratos;”
Segundo a legislação na contratação através de dispensa de licitação por emergência existe o limite máximo de 180 dias consecutivos e ininterruptos para a execução do contrato, que não poderá ser prorrogado ou renovado. Com a palavra os fiscalizadores.
PREFEITO RIENTE NÃO CUMPRE LEGISLAÇÃO NAS CONTRATAÇÕES
Na contratação emergencial, prevê o artigo 26 da lei 8666/93, que o administrador deve justificar a razão da escolha da empresa em dois atos administrativos autônomos. Para cada contratação emergencial o administrador deve elaborar e publicar ato de afastamento da licitação detalhando os motivos da emergência alegada, e ato de justificativa do enquadramento da despesa realizada contendo parecer da procuradoria geral e informações sobre as empresas contratadas.
No caso da Prefeitura de Mendes as contratações foram realizadas em um único ato contendo a ratificação e o afastamento da licitação.
O uso inadequado da dispensa de licitação em caráter emergencial caracteriza ofensa ao princípio da moralidade pública, ensejando aplicação de sanções administrativa, civil e criminal aos administradores públicos que não observarem as exigências da legislação.
A prefeitura de Mendes possui dois ônibus com 57 lugares e um micro-ônibus com 27 lugares. Para adquirir um onibus de grande porte (66 alunos sentados) no valor R$ 187,2 mil pelo programa Caminho da Escola, com finaciamento pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Social (BNDES), o município precisa de aprovação de lei autorizativa na Assembléia Legislativa do Estado do Rio (Alerj) e cumprir as formalidades exigidas no programa. Os R$ 2.925.936, 07 empregados nas contratações das empresas para o transporte escolar seriam suficientes para comprar quinze ônibus descritos no programa Caminho da Escola.

quinta-feira, 8 de setembro de 2011

SINAL VERMELHO NO MP!

Os R$ 687.792,29 que a Prefeitura de Barra do Piraí gastou para comprar e instalar três conjuntos de semáforos que não funcionam, seriam suficientes para comprar 27 veículos populares ano 2011 (Fiat Uno Fire) pelo preço de R$ 24.624,00 cada um.

CONJUNTO DE SEMÁFOROS NA PONTE DO ROYAL
CONJUNTO DE SEMÁFOROS DAS PALMEIRAS
CONJUNTO DE SEMÁFOROS CENTRO DA CIDADE
EXTRATO PREFEITURA - COMPRA DOS TRES CONJUNTOS DE SEMÁFOROS POR r$ 687.792,29

Após ter efetuado a compra de três conjuntos de semáforos pelo valor de R$ 687.792, 29 - o equivalente a 27 carros populares modelo Fiat Uno 2011 com preço unitário de mercado de R$ 24.624,00 - o prefeito de Barra do Piraí, José Luiz Anchite, o Zé Luiz (PP), informou em seu programa na Rádio Barra do Piraí - AM, que não estava prestando contas sobre os valores dos semáforos pelo fato dos aparelhos terem sido comprados em caráter experimental pelo prazo de 30 dias. A mentira que o prefeito Zé Luiz tentou sustentar, mesmo ciente de que a publicação da compra dos semáforos no Boletim Municipal não abria qualquer espaço para contrato experimental na lei de licitações, retratava seu desespero com o vexame provocado pela incompetência na instalação dos semáforos que até hoje não funcionam revelando o descaso das autoridades barrenses com o dinheiro do povo jogado, literalmente, na lata do lixo.
Adquiridos e instalados em junho, os semáforos estão desligados na saída da Ponte do Royal e permanecem piscando de forma intermitente na luz amarela nas Palmeiras e Centro da cidade.
As suspeitas de superfaturamento recaem sobre o prefeito Zé Luiz, que assinou embaixo do "projeto" do secretário de Cidadania e Ordem Pública, Antônio Carlos Elias, o Bitu, que sequer consultou o Departamento Municipal de Trânsito para opinar sobre a “novidade”.
O MP precisa investigar a compra dos três conjuntos de semáforos no valor de 27 carros populares. Para incendiar ainda mais as suspeitas, a Prefeitura alegou inexigibilidade de licitação na compra dos semáforos como se houvesse somente uma empresa no mundo com capacidade para fabricá-los e instalá-los.
Vergonha!

MP INVESTIGA BITU

Não tem blá blá blá e nem blé blé blé! O veículo Marea do secretário de Ordem Pública ficou guardado de abril a novembro de 2010 no patio das Viações Santo Antônio, Santa Luzia e J.C. Guimarães e ponto de exclamação!

A Promotoria de Justiça de Tutela Coletiva - Núcleo Barra do Piraí, me enviou o ofício nº 1195/2011 comunicando a instauração de processo preparatório de Inquérito Civil Público para apurar Improbidade Administrativa na possível violação ao Princípio da Moralidade Administrativa pelo secretário de Cidadania e Ordem Pública de Barra do Piraí, Antônio Carlos Elias, o Bitu, tendo em vista as matérias assinadas por mim no jornal diário com sede em Barra Mansa, A VOZ DA CIDADE, revelando, que o automóvel modelo Marea, marca Fiat, ano 2000, placa KMI-6111, de propriedade do secretário Bitu, tinha sido levado para o pátio das Viações Santo Antônio, Santa Luzia e J.C. Guimarães, após ter sido alvejado por um coquetel incendiário na madrugada de 26 de abril de 2010, na Rua Major Ferraz, Centro da cidade.
A primeira vez que eu publiquei a fotografia do Marea no pátio das empresas de transporte público no bairro da Vila Helena, em Barra do Piraí, foi na coluna Na VOZ do JEFF - A VOZ DA CIDADE, de sexta-feira, 30 de abril de 2010. Naquela oportunidade eu noticiei o ataque ao carro do secretário publicando a fotografia a pedido do próprio secretário. O sócio das empresas de transporte público, Ismael Moreira da Silva, me acompanhou até o local onde o veículo estava estacionado para que a fotografia fosse registrada.
Sete meses depois, novamente eu publiquei a fotografia do veículo Marea na coluna Na VOZ do JEFF - A VOZ DA CIDADE, de sexta-feira, 12 de novembro de 2010, para revelar as doações imorais de três veículos pelos empresários das viações Santo Antonio, Santa Luzia e J.C. Guimarães, a Secretaria de Ordem Pública através do Sindpass - sindicato patronal onde os empresários fazem parte da diretoria.
Na coluna Na VOZ do JEFF - A VOZ DA CIDADE de sexta-feira, 19 de novembro de 2010, o prefeito José Luiz Anchite, o Zé Luiz (PP), prometendo apuração sobre as denúncias envolvendo as doações em troca da operação vistas grossas nos veículos das viações pelo Demutran, disse-me: "é realmente uma relação que compromete a postura do homem público". Assim o prefeito Zé Luiz definiu o flagrante fotográfico do carro no pátio das empresas, de onde ele foi retirado após minha coluna de 12 de novembro. O registro fotográfico mostrando o veículo e a capelinha no pátio da empresa, mais as publicações e as testemunhas dos citados por mim neste texto, são o bastante para enriquecer o Inquérito Civil Público instaurado pela promotora de justiça Cristiane de Carvalho Pereira. O maior cliente do Sindpass é a PMBP!

sexta-feira, 19 de agosto de 2011

A PRIMAVERA DAS TOGAS

PAPO FURADO DO JEFF

“Magistrados de primeira instância, uni-vos! Vossa integridade física está à mercê da fortuna. Vossa vida, a depender de uma folha de papel. Vossas famílias nas mãos de mentecaptos”, desembargador Siro Darlan.

Ler o desabafo do desembargador da 7ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro (TJ-RJ), Siro Darlan, reacendeu em mim uma brasinha há muito apagada pela desesperança nas instituições brasileiras. Pedir a renúncia do presidente do Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro, desembargador Manoel Alberto Rebêlo dos Santos, a quem acusa de omissão por não garantir a segurança da juíza Patrícia Acioli, da 4ª Vara Criminal de São Gonçalo, conclamando, juízes de primeira instância a defenderem a qualquer preço a instituição, que trabalha para o Estado e não para os governos, passa a ser o ponto de partida para a primavera das togas, que eu, jornalista sem diploma da imprensa nanica, venho defendendo faz tempo.
Não dá mais para suportar casos como o citado pelo desembargador Siro Darlan, assim como não dá mais para engolir casos como o ocorrido em abril do ano passado, quando o Conselho Nacional de Justiça anulou o 41º Concurso Público para Admissão nas Atividades Notariais e/ou Registrais da Corregedoria Geral da Justiça do Estado do Rio de Janeiro de 2007, por causa das suspeitas de favorecimento a duas candidatas aprovadas na fase discursiva do certame. Ambas teriam ligações íntimas com o então presidente da comissão do concurso em 2007, desembargador Luiz Zveiter, que sem qualquer coincidência, era o presidente do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro em 2010. Registro meu asco, quando vi o desembargador Luiz Zveiter na TV ajudando os vitimados a tirarem segundas vias de seus documentos na tragédia do Morro do Bumba, também em abril de 2010.
Dirigindo-me diretamente aos juízes das Comarcas onde o JBP – O TASQUIM circula, e por que não também aos promotores de justiça da referida região, digo, que é preciso cortar, de uma vez por todas, a ligação comprometedora entre sedes do MP, Fóruns e Palácios. Juízes e promotores andam pouco nas ruas e por causa disso talvez não saibam o quanto povo brasileiro depende deles. Se as verbas do Judiciário e do MP são reduzidas e limitadas, obrigando, aos juízes (as) e promotores (as), a se submeterem às “ajudas” vindas dos poderes Executivo e Legislativo, que servem somente para a “conta do chá”, lutem por mais verbas, vocês são profissionais e brasileiros como todos nós!
Ah... como eu queria vê-los reivindicando independência togados pelas ruas. “Eles” não lhes dão condições de trabalho para que vocês não consigam exercer plenamente suas funções em favor da República e da Democracia. Astutos, “eles” lhes dão bons salários, para que na intimidade de suas famílias, vocês recuem e se acomodem diante as denúncias que surgem com a velocidade da luz. Agora, juízes (as) e promotores (as), nem mesmo suas famílias estão salvas do escancarado desprezo “deles”.
No 8º CRAAI/Barra do Piraí fiquei sabendo que somente duas promotoras trabalham em onze municípios. Naquele momento, para a promotora que conversava eu comparei seu trabalho ao filme “A escolha de Sofia”, uma mãe polonesa presa num campo de concentração durante a Segunda Guerra, que é forçada por um soldado nazista a escolher um de seus dois filhos para ser morto. Se ela se recusasse a escolher um, ambos seriam mortos.
Excelências desculpem-me por não tratá-los de excelências, continuarei informalmente chamando-os de vocês, que para mim é respeitoso e vem da simplicidade do povo brasileiro e, melhor, da minha própria simplicidade. Todos os dias eu recebo reclamações me incitando a criticar a doação de um terreno no valor de R$ 50 mil pelo prefeito José Luiz Anchite, o Zé Luiz (PP), para construir a sede do MP em Barra do Piraí, que custou mais de R$ 2 milhões. “É moral o fiscalizador receber doação de R$ 50 mil do fiscalizado?” É esta a pergunta que eu tanto ouço. Minha resposta repetitiva é: “não culpem os promotores e as promotoras que lá tentam trabalhar. A decisão vem de cima!”.
E é criticando decisões políticas no Judiciário e no Ministério Público que revelo minha esperança na indignação de vocês. Façam a primavera das togas em favor do povo brasileiro! Para começar punam exemplarmente os casos de corrupção nas Comarcas de vocês. É na corrupção que os assassinos da juíza Patrícia Acioli confiam.

sexta-feira, 5 de agosto de 2011

Baixaria "familiar" afasta PT do deputado federal Zoinho


A briga envolvendo a advogada Jussara Pacheco Duarte e a ex-deputada federal petista Cida Diogo, ocorrida num sítio na cidade de Volta Redonda durante uma festa realizada pelo presidente do Sindicato dos Trabalhadores na Construção Civil, Dejair Martins, que também é presidente do PT na cidade e comemorava sua posse para um novo mandato no sindicato, afastou qualquer possibilidade de união entre o Partido dos Trabalhadores e o Partido da República no município.
Segundo matéria do Diário do Vale, jornal com sede em Volta Redonda, Jussara Duarte, que é procuradora concursada da Prefeitura de Volta Redonda e irmã do deputado federal Jorge de Oliveira, o Zoinho (PR), teria agredido Cida Diogo durante uma discussão que começou quando a ex-deputada deixou de confirmar apoio à possível candidatura de seu irmão à prefeitura.
Pelo telefone na manhã de quarta-feira (3), Ernesto Braga, marido da ex-deputada do PT, disse à reportagem do JBP – O TASQUIM, que Cida Diogo não deseja mais falar sobre o assunto, informando apenas que descreve o ocorrido como mais um fato lamentável protagonizado pela advogada Jussara Pacheco, que no momento da “discussão acalorada”, aparentemente e supostamente, estava sob o efeito do álcool.
Ao Diário do Vale a ex-deputada informou: “Jussara veio me perguntar sobre a posição do PT nas eleições do ano que vem. Respondi que ainda não havia nada decidido e que estamos conversando com diversas lideranças antes de definirmos uma posição. Ela se exaltou, começou a gritar e saiu querendo jogar cadeiras e agredindo diversas pessoas”, disse Cida Diogo.
Zoinho não atendeu as duas ligações telefônicas realizadas pela reportagem do JBP – O TASQUIM na noite de terça-feira (2). Na manhã de quarta-feira, mais duas ligações não foram atendidas pelo deputado federal.

reprodução/Paulo Dimas/Diário do Vale

Jussara Pacheco já protagonizou casos de "discussão acalorada" envolvendo o radialista Dário de Paula, o ex-presidente do Tribunal de Justiça do Estado, Sergio Cavalieri Filho, e o Juiz de Volta Redonda, Luiz Eduardo Cavalcanti Canabarro.

reprodução/arquivo/Diário do Vale

A ex-deputada federal Cida Diogo prefere não tocar mais no ocorrido durante a festa do presidente do PT de Volta Redonda. Cida Diogo vinha sendo sondada pelo deputado federal Zoinho para ser sua candidata a vice-prefeita em 2012.

Jornal Extra - 31 de julho de 2011 - Berenice Seara
ZOINHO: O VIAJANDÃO!
O deputado federal Jorge de Oliveira, mais conhecido como Zoinho (PR), saiu de Volta Redonda para Brasília com a corda toda. Empolgado, torrou, apenas em fevereiro, R$ 4.369 em corridas de táxi por Brasília. O dinheiro é da chamada “verba indenizatória”: o deputado paga por determinado serviço, apresenta a notinha na Câmara e recebe o dinheiro de volta. Simples assim. São R$180 mil por ano para bancar, entre outras coisas, aluguel, manutenção de escritório e divulgação parlamentar. Neste primeiro semestre, Zoinho pintou e bordou: já gastou R$ 99.051 de sua conta. A locomoção parece ser o seu ponto forte. Que o diga o Posto Vila 2000 de Volta Redonda, agraciado nestes primeiros meses com R$11.900 da verba indenizatória. O detalhe é que o mesmo posto doou a quantia estimada de R$ 1.489,33 na campanha do excelentíssimo Zoinho! Fosse doação de campanha um ativo financeiro, para a empresa teria sido um ótimo negócio: o “investimento” significou um retorno (até agora) de 699,01%!!!

Até o fim do mundo: Só em maio, por exemplo, o moço gastou R$ 4.200 no posto amigo - o que daria, com gasolina a R$ 2,80, 1.500 litros, o suficiente para encher o tanque de uma frota de 30 veículos. Num carro que faz 10 quilômetros por litro, o deputado seria capaz de rodar 15 mil quilômetros - o que daria, com sobras, para fazer uma viagem de ida e volta de Volta Redonda, seu berço político, até o “Fim do Mundo”, como é conhecida a cidade Ushuaia, no pé da Argentina. Isso, considerando o gasto de apenas um mês.

quinta-feira, 28 de julho de 2011

Semáforos aumentam os riscos na Ponte do Royal

Em 2009 o Ministério Público de Tutela Coletiva de Barra do Piraí (8º Craai) patrocinou um processo na Vara de Fazenda Pública contra a Fundação do Departamento de Estradas de Rodagem (DER) em razão do estado precário registrado à época na Ponte Irmãos Di Biase, conhecida como Ponte do Royal. Sem julgamento até hoje e com os problemas registrados agravados com o passar de mais dois anos sem manutenção ou inspeção, o diretor do JBP – O TASQUIM protocolou representação no MP pedindo providências urgentes para garantir a segurança dos pedestres e motoristas que se utilizam da ponte. A representação foi protocolada antes da instalação dos semáforos na saída da Ponte do Royal sentido bairros de Santana e Matadouro. Com a instalação dos semáforos e a paralisação de veículos pesados sobre a ponte, o problema agrava-se e a sociedade de Barra do Piraí aguarda providências imediatas esclarecendo quais são os perigos verdadeiros, que a antiga estrutura em cimento armado, que serve também para guia do gasoduto que atravessa o Rio Paraíba do Sul, oferece a população.
A última obra de manutenção na Ponte do Royal aconteceu em 2000, no valor de R$ 556.185,41, realizada pela empresa Concrejato Serviços Técnicos de Engenharia S/A. A inclinação da ponte é visível e a própria Procuradoria da Prefeitura de Barra do Piraí já oficiou há cerca de um ano a Fundação DER sobre o estado precário da Ponte do Royal, principalmente em época de cheias do Rio Paraíba do Sul, quando o trânsito no local é interditado.