terça-feira, 18 de fevereiro de 2014

Arroz puro no cardápio da Escola Municipalizada Professor Jehovah Santos

Ontem eu fui convidado por pais de alunos para fazer uma visita a Escola Municipalizada Professor Jehovah Santos, localizada no bairro São João, em Barra do Piraí.
Municipalizada há dois anos a Jehovah Santos recebe diariamente 160 crianças divididas entre os ensinos básico e fundamental. A escola é dirigida pela professora Roseclair Mariano, que, democraticamente, colocando sua própria cabeça na "guilhotina” das costumeiras retaliações, não me impediu de conhecer o dia a dia dos pais, alunos, diretores, professores, inspetores e funcionários, mas, preferiu não falar, deixando, para o casal Marcelo Silveira e Quely Piassá, que possui dois filhos no ensino fundamental, os relatos sobre os graves problemas.
Acompanhado por Marcelo e Quely, ouvi deles que os banheiros não são adaptados para alunos do ensino básico - faixa etária de 3 a 5 anos; que os ventiladores não estavam funcionando; que faltavam lâmpadas para necessárias trocas; e, surpreendentemente, que existiam conduítes de PVC instalados nas paredes sem os devidos fios elétricos que eles deveriam conduzir para o fornecimento de energia. “Eu venho fazendo serviços de manutenção na escola como pai de aluno porque o que eu quero é ver a escola preparada para receber as crianças dignamente. Mas, existem coisas que nós pais em parceria com professores não podemos fazer”, disse Marcelo, emendando: “O vereador Paulinho do Royal esteve aqui e providenciou que o terreno da escola fosse capinado, já que existem relatos de moradores do bairro sobre o surgimento de cobras e escorpiões na localidade. O problema é que a capina foi feita, mas, os montes de mato que foram roçados prosseguem no terreno”.
Sobre o parquinho da escola o casal se queixou do abandono e da má localização dos brinquedos, revelando, mais uma grande surpresa da manhã: a linha telefônica que atende a escola é um aparelho de orelhão afixado no corredor da Jehovah Santos.
A escola não recebe materiais de limpeza e merenda escolar desde o ano passado. Hoje, terça-feira, dia 18 de fevereiro de 2014, o cardápio é arroz, só arroz. A dispensa está completamente desabastecida e sem previsão alguma sobre a chegada da merenda escolar.
O que foi dito em off por professores, é que o Ministério Público apertou a Secretaria de Educação por causa de falta de merenda escolar em outras escolas e por isso os poucos alimentos comprados pelo governo Jorge Babo estão sendo direcionados para essas escolas.
O nome disso é aberração administrativa na Educação. E que nossos promotores de justiça fiquem espertos, porque, quando eles determinam que se cubram alguns “santos” o governo municipal manda descobrir outros.
Querem que eu escreva mais o que?

Passei mal a noite toda, nem queria sair de casa, fui me arrastando e retornei com a bateria recarregada para gritar que isso é uma grande vergonha!
A fachada da escola no bairro São João
Marcelo fazendo reparos nas luminárias.
O telefone da escola.
Brinquedos interditados por falta de segurança.
O cardápio informando a merenda escolar do ano passado permanece no quadro de avisos.

Em 2014 não precisa, vai ser somente arroz?

sábado, 15 de fevereiro de 2014

Acessibilidade zero! Vergonha zero!

Há 10 meses eu publiquei no site www.jeffcastro.com.br, que retornará em breve, estou sentindo falta dele, a matéria abaixo sobre acessibilidade em Barra do Piraí.

Acabei de receber um telefonema de uma profissional de Educação me pedindo para fazer mais uma matéria mostrando outra menina cadeirante tentando chegar ao Colégio Joaquim de Macedo, também em Barra do Piraí. Ela reside no bairro do Maracanã e o ônibus que ela precisa enfrentar todos os dias, de acessibilidade só possui o adesivo colado no pára-brisa.

Vamos a matéria de 15 de abril de 2013

ACESSIBILIDADE: UM DIREITO DE TODOS!
Acompanhamos em Barra do Piraí a luta diária da jovem estudante Izabely Silva de Oliveira, de 9 anos, filha do serralheiro industrial Sidenir Jesus Camargo e da dona de casa Maria de Fátima Honorato. Izabely nasceu com uma deformação na coluna que a impossibilita de andar. Todos os dias, acompanhada de seus pais, ela faz o caminho de ida e volta de sua casa, no início da subida do bairro da Caixa D’água, em Barra do Piraí, até a Escola Municipal Manoel Fonseca, atrás da Santa Casa.
A equipe do Jeff Castro.com.br fez o trajeto de Izabely, acompanhado pelo pai Sidenir, para verificar as dificuldades de acessibilidade em Barra do Piraí.

O que é acessibilidade?

Acessibilidade consiste em disponibilizar condições básicas para que pessoas com deficiências ou mobilidade reduzida participem de atividades que incluem o uso de produtos, serviços e informação, além de permitir o uso destes por todas as parcelas da população. Veículos públicos com acesso a deficientes, televisões com legenda para pessoas com problemas auditivos, entre outras, são algumas medidas básicas que promovem a inclusão do portador de deficiência física na sociedade ou no mercado de trabalho.
Escola Municipal Manoel Fonseca
Inicialmente, ouvimos o diretor da Escola Municipal Manoel Fonseca, Roberval Lauro de Oliveira, que não permitiu o registro de fotos dentro da escola, apenas com a autorização da Secretaria Municipal de Educação. Roberval ressaltou que a escola possui acesso de rampa na entrada, banheiros adaptados e sinais visuais aos deficientes auditivos. O foco atual da direção é a construção de um elevador para o acesso ao pátio na cobertura, evitando a utilização da rampa no exterior o colégio, e a execução do plano de ação para o cadastro da escola no Programa Escola Acessível, que visa promover ou ampliar as condições de acessibilidade ao ambiente físico, aos recursos didáticos e pedagógicos e à comunicação e informação nas escolas públicas de ensino regular.
De acordo com Sidenir, em relação ao colégio eles não possuem grandes problemas, apenas o acesso ao pátio, que é feito por uma rampa ao lado de fora e sem cobertura.
Trajeto de Izabely - Escola x Casa
Em um caminho relativamente curto, de aproximadamente 500 metros, observamos grandes obstáculos para a jovem Izabely, o principal deles são os postes no centro da estreita calçada, o que obriga o desvio da passagem para o asfalto, um perigo já que para isso a jovem cadeirante depende da boa vontade dos motoristas, ainda mais no retorno da escola. “Os postes foram colocados exatamente no meio do caminho, fechando a passagem por qualquer lado das calçadas. Antigamente, não havia nenhum cuidado e atenção com a acessibilidade do deficiente, mas hoje em dia é inadmissível uma situação dessas”, desabafou Sidenir, indignado com a situação atual.
Izabely reclamou também dos buracos e do desnivelamento de uma calçada para a outra. “Semana passada, quase tomei um tombo em dois buracos, mesmo conhecendo bem o caminho. Para atravessar a rua, não consigo fazer sozinha pela falta de rampas nas faixas, preciso da ajuda de alguém”, contou.
A falta de padronização, de rampas de acesso nas calçadas, e do número excessivo de buracos, dificulta a locomoção dos deficientes em diversos locais da cidade, principalmente nas periferias. “Creio eu que o novo prefeito terá muito trabalho na questão da acessibilidade em Barra do Piraí. A estrutura está restrita ao centro da cidade, será preciso uma atenção maior a periferia. Eu moro perto do centro e já tenho dificuldades com minha filha, imagina as pessoas com limitações físicas que moram em bairros distantes?”, questionou o serralheiro, que divide a tarefa de buscar e levar Izabely ao colégio com a esposa.
A ampliação da estrutura e transporte aos bairros, padronização das calçadas, remoção dos postes em parceria com a Light, segundo Sidenir, são medidas em curto prazo que melhorariam as condições de acessibilidade ao deficiente físico. Cabe as autoridades responsáveis tomarem as atitudes necessárias para oferecer, no mínimo, uma condição digna social a essas pessoas.
Lembrando que o Decreto-lei, nº 5.296, de 2 de dezembro de 2004, prevê multa aos estabelecimentos que se negarem a fazer o necessário para adequação. E essa multa é maior para os órgãos públicos que não respeitarem seu direito de acessibilidade.
Acompanhem o trajeto de Isabely até sua casa no Morro da Caixa Dágua

O texto e fotos são do meu filho, jornalista Felipe Souza de Castro.

As autoridades são omissas. Alguém precisa avisar a Light S/A que lugar de postes não é no meio das calçadas. Falta atitude, falta macho, acho que vou chamar o vereador Pedrinho ADL para tomar providências!







quinta-feira, 13 de fevereiro de 2014

Jornalista Pedro Palma executado em Miguel Pereira



Brother e Jornalista Pedro Miguel Palma, 47 anos, proprietário do jornal Panorama Regional, foi assassinado a tiros na noite desta quinta-feira (13), em frente à sua casa na cidade de Miguel Pereira.


Várias Ongs Internacionais como a Artigo 19 e Repórteres Sem Fronteiras apontam o interior do Brasil como um dos locais mais perigosos do mundo para atuar como Jornalista.


Jornalistas são executados e só na região Sul Fluminense já são dois em três anos, quase um Jornalista morto por ano sem qualquer resposta à sociedade, já que os executores e prováveis mandantes nunca são encontrados em investigações que terminam empoeiradas nas gavetas das delegacias.

Pedro Palma, assim como Randolfo, também executado há dois anos com sua namorada em Barra do Piraí, era membro da imprensa nanica da qual eu faço parte com muita satisfação.

O negócio é que no interior os delegados (Polícia Civil e Polícia Federal), promotores e juízes, literalmente, cagam e andam para o que nós Jornalistas da imprensa nanica escrevemos, eles só tomam providências em quaisquer assuntos quando a grande mídia aponta seus holofotes, lentes e câmeras para as questões.

E assim tudo vai ficando no esquecimento encorajando os executores e mandantes a calarem o Jornalista que os incomoda.

Isso, porque, do meu ponto de vista, existem vários Brasis e aqui no interior o Brasil é fascista.

“Durante o primeiro ano de dominação fascista, 1922-23, tinham-se pilhado e incendiado as oficinas e redações dos jornais de oposição. Redatores e correspondentes foram agredidos, feridos, banidos. Edições inteiras de jornais foram incendiadas ao sair das oficinas, ou à sua chegada nas estações de estrada de ferro. Os vendedores eram ameaçados e agredidos e suas bancas incendiadas. De vez em quando os dirigentes provinciais seqüestravam edições inteiras dos jornais. Mas as velhas leis que garantiam a liberdade de imprensa continuavam oficialmente em vigor, e os confiantes continuavam a esperar que estes atos ilegais e inconstitucionais cessariam um dia, e que a liberdade de imprensa se instauraria de novo.”

(Gaetano Salvemini, La Terreur Fasciste, Paris, 1930. págs 238-247)