sexta-feira, 23 de dezembro de 2011

Secretário de Ordem Pública de Barra do Piraí manda prender o boneco Zé sem água

Com seu vistoso suspensório vermelho o boneco Zé sem água escapou dos porões da Zétadura

“Este é um município que vai pra frente... ho ho ho ho ho!” - cantarolando a paródia de uma de suas músicas preferidas nos anos 70, o secretário de Ordem Pública e Cidadania de Barra do Piraí, Antonio Carlos Elias, conhecido como Bitu da KGB, decretou a prisão do boneco Zé sem água por subversão. Para isso o chefe da repressão no setor de desinteligência do prefeito José Luiz Anchite, o Zé Luiz (PP), solicitou que a Polícia Militar, em companhia da Guarda Municipal, fosse até a Avenida Miguel Couto Filho, no quilômetro 36 da RJ-145, bairro da Ponte Vermelha, onde moradores tinham criado o boneco subversivo para protestar pelos 34 dias, completados hoje, sem abastecimento de água potável em cerca de 40 residências da localidade. Fatos inconcebíveis no terceiro milênio estão ocorrendo na Ponte Vermelha, como o senhor Zeca colhendo água da chuva para beber os remédios de uso contínuo e a gatinha de 20 dias que ainda não conheceu a água em sua casa. “É brincadeira o Bitu pedir que nós viéssemos até aqui para prender um boneco de pano”, comentou um dos Policiais Militares, que saíram voados fazendo um esforço sobrenatural para deletarem o fubá de suas memórias.
Os senhores Augusto Sampaio e Ricardo Lopes me contaram que após inúmeros telefonemas para a Secretaria de Água e Esgoto reclamando pela falta de abastecimento de água potável, finalmente, com 20 dias de falta dágua eles foram recebidos pelo secretário Adalberto Oliveira, que prometeu solução técnica de médio prazo e também um paliativo, que seria abastecer as residências com caminhões pipas, que nunca chegaram lá, bem, pelo menos até eu sair da localidade.
A verdade é que se estivesse faltando água na casa dos poderosos, o prefeito Zé Luiz e os secretários Adalberto e Bitu estariam carregando baldes.
E assim a Zétadura prossegue entoando hinos matinais para levantar o moral da tropa. “São 98 mil em ação, pra frente Barrão, salve a repressão!”.
E já que o negócio é parodiar hinos dos anos 70, lá vai mais um: “a incompetência no Barrão foi instalada... lá lá lá lá! Até o Zé pracinha assinou... lá lá lá lá!”
Cerca de 40 residencias sem abastecimento de água na Avenida Miguel Couto Filho
Como deve ser um verão assim?
E assim?
VERGONHA!

quarta-feira, 14 de dezembro de 2011

Light joga quatro famílias pobres na rua como presente de Natal

Já chegou o Natal da Light!
Há 26 anos a família de Dona Fidelina da Silva Ribeiro, hoje com 62 anos, foi residir numa posse que recebeu o número 389 da Rua A no bairro da Casa Amarela em Piraí. O tempo foi passando, Dona Fidelina se separou do marido e a família foi crescendo com mais três casas construídas no terreno. Na casa um reside (ou residia?) Dona Fidelina e um filho com problemas especiais Luiz Fernando, de 24 anos; na casa dois o filho Josias da Silva Ribeiro (32), nora Naiara Marques Ferreira da Silva (18) e uma netinha de Dona Fidelina ainda bebê que completará um ano na sexta-feira, dia 16; na casa três Leandro e Daniela da Silva Ribeiro, filho e nora Dona Fidelina que residem com os filhos João Vítor (8) e Ana Lara de quatro meses; e para encerrar a casa quatro, onde a filha de Dona Fidelina de nome Aline da Silva Ribeiro (29) reside também com três filhos, Gustavo (10), Maria Luíza (7) e Bruna de 5 meses.

O Papai Noel da Light levou os presentes embora!
Por volta das 9 horas da manhã de hoje uma oficial de justiça acompanhada por força policial, funcionários da Prefeitura de Piraí e também pelo advogado da concessionária de energia Light S/A, informaram às famílias que todos teriam que sair imediatamente das residências por ordem judicial e até por força policial, caso fosse necessário. O Natal tinha chegado para família de Dona Fidelina e um de seus filhos necessitou de atendimento médico desmaiando com o presente de Papai Noel.
Segundo todos da família ouvidos por mim, ninguém tinha sido informado sobre a ação de despejo e eles só não foram parar com móveis, roupas, eletrodomésticos e utensílios debaixo de um viaduto na Rodovia Presidente Dutra, porque o conselheiro tutelar Rodrigo Batista Pereira, vendo a situação complicadíssima das crianças falou alto em nome das famílias e também do Natal, obrigando assim, que a assistente social da Prefeitura de Piraí se mexesse arrumando um imóvel para acomodar as famílias. “Ajuda a gente porque a Lolô (assistente social Heloísa) disse que só teremos moradia por três meses”, revelou-me Naiara lamentando o cancelamento da festa de um ano da filha.
A família informou que não estava conseguindo fazer contato com o advogado Waltair Magro Júnior, que reside em Volta Redonda e é pai de uma neta de Dona Fidelina.

A palavra da Light, ou melhor, do Papai Noel
Conversando com o advogado representante da Light S/A, que me pediu para não ser identificado e eu decidi atende-lo por entender sua condição profissional, me foi informado que o advogado da família ingressou na justiça comum com uma ação de usucapião sobre a posse há cerca de 10 anos, e que após terem o pedido rejeitado em primeira instância no Fórum de Piraí, recorreram e perderam novamente a causa no Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro, que decidiu pela reintegração de posse, segundo o advogado da Light, em junho deste ano.
Então eu perguntei ao advogado da Light por que às famílias não tinham recebido qualquer aviso sobre a ação de despejo e derrota do recurso no TJ/RJ? A resposta foi que, supostamente, o advogado da família tinha tomado ciência da decisão sem repassar as informações aos seus clientes.
Então eu forcei a barra com o advogado:
“Sendo o senhor uma pessoa da cidade, que já me confidenciou ser amigo de todos, por que não comunicou, ainda que informalmente, o que poderia acontecer com gente tão humilde e sem amparo de ninguém?”, perguntei.
“A única vez que eu fiz isso os moradores recrutaram um monte de amigos para empunhar cartazes em protestos contra ação”, alegou.
“Mas o senhor quer tirar do povo sua única arma que é o direito de gritar?”, outra pergunta que fiz.
“Sou profissional e o meu papel é defender o meu cliente”, encerrou.

Minhas pedradas no Natal da Light e no Papai Noel
Não vou jogar pedras no advogado da Light S/A e muito menos nos policiais que estavam lá para garantir a execução da ordem judicial notificada pela oficial de justiça. Eu pedi até para que os policiais militares saíssem da frente de minhas lentes para ninguém dizer depois que a culpa era deles.
Mas e a Light?
Como age essa empresa na região?
A Light é a empresa que bancou R$ 240 mil para o sobrinho do vice-governador Luiz Fernando de Souza Pezão (PMDB), o vereador de Barra do Piraí Gustavo Guy de Carvalho Horta Jardim (PMDB), montar uma barraca de lona na Expo Barra 2009 (veja post neste blog com o título: “Pezão vem beneficiando sua família desde 2009”).
A Light é a empresa que banca eventos com fortes suspeitas de atuação de laranjas realizados também pelo sobrinho do vice Pezão na condição de secretário de Cultura e Turismo de Barra do Piraí (veja posts neste blog com os títulos: “Sócio da Paiva Produções & Eventos revela que emprestou o nome empresa para amigo de Guy realizar Festival de Inverno de Ipiabas”; “Presidente da ARSF afirma que o dono do Camarote Taco é o produtor Marcelo Amorim”; “Eita titio bão sô!”; “Quem é o dono do Camarote Taco”; e “Vereador Gustavo Guy retribui defendendo a Light na Câmara de Barra do Piraí”).
A Light é a empresa que suga o sangue dos cidadãos e cidadãs da região desde a metade do século passado. Em sua mais recente investida contra os pescoços de pobres a empresa assinou um Termo de Ajuste de Conduta vergonhoso com a intermediação do vice-governador Pezão, do prefeito de Barra do Piraí José Luiz Anchite (PP) e vereadores. (veja posts neste blog com os títulos: “Um povo que não conhece e que não respeita sua própria história merece os representantes que possui!” e “Relação promíscua entre a Light e Prefeitura de Barra do Piraí”).
Essa é a empresa que viu seus anseios atendidos pela justiça às vésperas do Natal.

O que a Justiça acha do Natal?
Dirão os hipócritas que a Justiça não acha nada sobre o Natal porque é cega e cumpriu seu papel defendendo os interesses dos verdadeiros donos das terras. Trocando em miúdos pegaram um punhado de pobres e colocaram na rua em pleno Natal e em nome da justiça que não é tão eficiente assim quando a ação em jogo pode se voltar contra Light. Vide os campos minados na cidade do Rio de Janeiro.
E assim o rio continua seguindo em direção ao mar nessa podridão de país.
Noite feliz... Noite feliz... Ó senhor...
Os presentes que o Papai Noel da Light levou embora
A bebê não vai ter aniversário de um ano e nem mais o seu quartinho decorado.
Nas instituições eu não acredito mais. Mas, não perdi a fé em Deus e sei como Ele age. Essa menina que vai ficar sem o quartinho e sem a sua festinha de um ano, vai crescer e ninguém pode ignorar que pela vontade do Criador ela pode vir a ser poderosa, quem sabe até a presidente do Brasil que vai colocar os papais noéis canalhas na cadeia.

terça-feira, 6 de dezembro de 2011

A FESTA DA CBF FOI UMA VERDADEIRA PELADA!


Já que a festa foi organizada pelo excrete do presidente Ricardo Teixeira, o homem que faz à meia distribuindo e recebendo as jabulanis, nada mais justo que utilizar a linguagem do futebol para descrever as atuações no gramado montado pela CBF na noite de segunda-feira (5), em São Paulo, para premiar os melhores do Brasileirão 2011.
Enquanto Tiago Leifert, Luciano Huck e Glenda Kozlowski deixaram transparecer que tinham sido apresentados no aeroporto e sem direito a rachão ou coletivo antes da partida, Ricardo Teixeira lançou Ronaldo fenômeno para tentar trazer a galera para seu lado, fato que acabou não acontecendo. Com isso o chefe da torcida organizada apelou para gritos de incentivos devidamente gravados em estúdio para fazer aquela presença nas arquibancadas e na telinha.
O presidente do Vasco, Roberto Bob Dinamite, não compareceu e o boletim da entidade publicou equivocadamente que ele estava suspenso com três cartões amarelos. Por causa disso Bob Dinamite não foi convidado para participar da peleja, onde o zagueiro Dedé, desmotivado, foi tomar aquele banho no vestiário do Bem Amigos ficando ausente na hora de levantar o troféu.
Para ficar bem na fita com os homens de preto o meia Ricardo Teixeira distribuiu jabulanis entre o governador de São Paulo Geraldo Alckmin (PSDB/SP), o ministro dos Esportes Aldo Rebelo e o presidente da Câmara dos Deputados Marcos Maia (PT/RS), que incorporou o espírito gremista entrando de sola no conterrâneo Leandro Vuaden dentro da área. “É assim que se faz um pênalti!”, esbravejou o deputado irritado com o Internacional na Libertadores em 2012. Também fizeram falta para cartão vermelho os apresentadores Luciano Huck e Tiago Leifert. Huck entrou na altura do joelho de Réver quando lembrou a goleada para o Cruzeiro, e Leifert quis saber se o ministro Aldo Rebelo passaria no teste do Tiririca obrigando-o a ler a súmula sem óculos.
Andrés Sanches recebeu a jabulani e mandou pro barbante em jogada ensaiada de Ricardo Teixeira e Ronaldo fenômeno. Sanches já está se preparando para dirigir a facção mancha da CBF, já que o meia Ricardo Teixeira deve mesmo pendurar a chuteira e seguir para o distrito de Santanésia, em Piraí, no Sul Fluminense, onde aquele barril de “margosa” está sempre à disposição na Fazenda Linda Linda.
Foram convidados para participar da pelada e não quiseram nem saber se tinha pagamento de bicho, o atacante Fred, o goleiro Rogério Ceni e os jogadores dos Santos, que preferiram viajar para bem longe, lá para o Japão, praticamente do outro lado do mundo.
E assim terminou o pior jogo do ano, uma verdadeira pelada padrão amistosos contra Gabão, Egito e Zimbábue.
Zé Ramalho preferiu não cantar Vida de Gado.

Conheça a súmula do jogo!
Prêmio Craque Brasileirão:
Craque do Brasileirão: Neymar (Santos)
Goleiro: 1º - Jefferson (Botafogo); 2º - Fernando Prass (Vasco); 3º - Júlio César (Corinthians)
Lateral-direito: 1º - Fagner (Vasco); 2º - Mariano (Fluminense); 3º - Bruno (Figueirense)
Zagueiro pela direita: 1º - Dedé (Vasco); 2º - Antônio Carlos (Botafogo); 3º - Rhodolfo (São Paulo)
Zagueiro pela esquerda: 1º - Réver (Atlético-MG); 2º - Leandro Castan (Corinthians); 3º - Emerson (Coritiba)
Lateral-esquerdo: 1º - Cortês (Botafogo); 2º - Juninho (Figueirense); 3º - Kleber (Internacional)
Volante pela direita: 1º - Ralf (Corinthians); 2º - Romulo (Vasco); 3º - Arouca (Santos)
Volante pela esquerda: 1º - Paulinho (Corinthians); 2º - Renato (Botafogo); 3º - Marcos Assunção (Palmeiras)
Meio-campo pela direita: 1º - Diego Souza (Vasco); 2º - Deco (Fluminense); 3º - Lucas (São Paulo)
Meio-campo pela esquerda: 1º - Ronaldinho (Flamengo); 2º - Montillo (Cruzeiro); 3º - Thiago Neves (Flamengo)
Atacante 1: 1º - Neymar (Santos); 2º - Leandro Damião (Internacional); 3º - Júlio César (Figueirense)
Atacante 2: 1º - Fred (Fluminense); 2º - Borges (Santos); 3º - Loco Abreu (Botafogo)
Técnico: 1º - Ricardo Gomes/Cristóvão Borges (Vasco); 2º - Jorginho (Figueirense); 3º - Tite (Corinthians)
Revelação: 1º - Wellington Nem (Figueirense); 2º - Cortês (Botafogo); 3º - Leandro Damião (Internacional)
Árbitro: 1º - Leandro Vuaden (RS); 2º - Paulo César de Oliveira (SP); 3º - Sandro Meira Ricci (DF)
Craque da Galera: 1º - Dedé (Vasco - 46% dos votos); 2º - Liedson (Corinthians - 36% dos votos); 3º - Neymar (Santos - 18% dos votos)
Artilheiro: Borges (Santos - 23 gols) 

terça-feira, 22 de novembro de 2011

Escândalo no pagamento de dívidas do Colégio Estadual Nilo Peçanha

A reportagem do Blog do Jeff Castro e jornal O TASQUIM recebeu através de e-mail enviado por uma professora da rede estadual de ensino, que pediu para não ser identificada, uma carta, que supostamente teria sido escrita e assinada pelo proprietário de uma padaria no bairro das Oficinas Velhas, em Barra do Piraí, senhor Leandro Barbosa da Silva. A carta traz a tona denúncias gravíssimas envolvendo o nome do ex-diretor do Colégio Estadual Nilo Peçanha (Cenp), ex-coordenador regional da Secretaria Estadual de Educação e apadrinhado do deputado estadual Edson Albertassi, senhor Vitor Ricardo de Azevedo Fonseca e esposa Patrícia Fonseca, ex-funcionária do Banco do Brasil.
Diante da gravidade das informações ouvimos Leandro Barbosa da Silva, Vitor Ricardo de Azevedo e Patrícia Fonseca.
Comerciante Leandro Barbosa FOTO confirma teor e autoria da carta

Em seu estabelecimento comercial no bairro das Oficinas Velhas, Leandro confirmou a autoria da carta informando que a mesma tinha sido encaminhada em fevereiro deste ano à Coordenadoria Regional da Secretaria de Estado de Educação, que na época funcionava no mesmo bairro e em instalação localizada ao lado do Cenp.
Na carta, Leandro conta, sem informar a data, que recebeu do então diretor do Cenp, Vitor Fonseca, uma proposta para fornecer produtos alimentícios para substituir refeições dos alunos sob a alegação de que o refeitório do colégio tinha sido interditado pela defesa civil. Leandro afirma que forneceu por vários meses os produtos requisitados pelo diretor do Cenp, que pagou a dívida cobrada emitindo cheques pré-datados no valor de R$ 8,1 mil do Banco Itaú, agência Barra do Piraí.
Segundo o comerciante conta em sua carta, próximo da data de vencimento do primeiro cheque, Vitor o procurou informando que devido a ordens superiores e mudança de conta do Itaú para o Banco do Brasil, todos os cheques emitidos teriam que ser trocados e que o comerciante deveria abrir uma conta no Banco do Brasil. Revela Leandro, que ao informar que já possuía esta conta na agencia do BB em Barra do Piraí, foi orientado pelo diretor do Cenp a abrir uma nova conta na agencia do BB em Vassouras, onde sua esposa Patrícia Fonseca, funcionária da referida agencia, teria facilidade, agilidade e rapidez na troca dos cheques pré-datados emitidos para quitar o débito com seu estabelecimento, podendo também aumentar o seu limite de crédito. “Ele me apresentou sua esposa em meu comércio e conversamos diversas vezes a respeito da troca de cheques, até mesmo no colégio. Ela estava ciente de todo o fornecimento e dívidas acumuladas pelo seu marido, pois o ajudava a controlar e administrar toda finança do colégio. Por este motivo acreditei que realmente iria receber, acreditei em tudo que me disseram (sic.)”, escreve o comerciante em sua carta.
Prosseguindo com o relato de Leandro na carta, num certo dia, através de um telefonema de Patrícia, ele foi informado que o cheque entregue a ela pelo seu marido, já estava liberado e que ele deveria se dirigir até a agencia do BB em Vassouras para receber a quantia acertada. “Então fui a agência em companhia de um amigo que por acaso presenciou toda a conversa com a Patrícia, que voltou a frisar que somente teria conseguido a troca no valor máximo de R$ 7,183 mil (sic.)”, afirma Leandro em seu relato. O comerciante prossegue argumentando que assinou os papéis sem ler e por causa disso não ficou sabendo que naquele momento estava contraindo um empréstimo junto a instituição financeira. “Não acreditando que de maneira nenhuma estaria sendo vítima de um golpe dentro desta agência. Não acreditando na possibilidade de uma funcionária colocar em risco sua carreira profissional em uma empresa idônea e tão renomada e muito menos em seu esposo, se tratando de um diretor de uma instituição de ensino. Não recebendo cartão e nem carta de extrato. Não tive acesso a minha conta, pois a distância entre as cidades não me permitia a qualquer momento ir a agencia (sic.)”, argumenta Leandro para justificar sua falta de informação sobre o empréstimo no BB, que afirma veementemente não ter contratado e que, só se deu por conta da transação quando começou a receber cartas de cobrança em seu endereço, quase um ano depois, já que, alega Leandro, algumas prestações tinham sido descontadas, também sem o seu conhecimento, de um saldo em dinheiro guardado como reserva para qualquer eventualidade.
Com as cartas de cobrança o comerciante seguiu até a agencia do BB em Vassouras, onde, segundo relatou, a funcionária Núbia informou que a Patrícia não se encontrava na agencia e que realmente existia um empréstimo em seu nome sendo cobrado. Na carta Leandro revela que buscou orientação de um advogado para abrir uma ação contra os envolvidos, e que no dia 25 de janeiro deste ano, também na agencia do BB em Vassouras, foi recebido pelos funcionários Glória e Adalberto, que pediram a ele que encaminhasse uma carta ao banco informando sua história, e que a funcionária Patrícia tinha pedido demissão.
Leandro informou que Patrícia Reis, da Superintendência da Secretaria de Estado de Educação, através de telefonema, requisitou seu depoimento no órgão estadual.

Vitor e Patrícia negam versão de Leandro
"Isso não é verdade! Vamos ouvir nosso advogado antes de qualquer declaração”, disseram-me Vitor e Patrícia em frente à residência do casal na Rua Major Ferraz, Centro de Barra do Piraí. Após esta declaração, Patrícia fez contato telefônico com o advogado Antônio Mauro Pimenta, que me passou a seguinte informação: “O teor da carta a gente já sabe que é inverídico. O problema é a divulgação desta carta na internet. Ingressamos com uma medida cautelar pedindo em juízo a identificação do responsável pelos e-mails enviados. Mediante isso tomaremos as medidas judiciais cabíveis”.
Vítor Fonseca ocupou o cargo de diretor do Cenp de dezembro de 2006 a dezembro de 2009, quando foi nomeado coordenador regional sendo exonerado do cargo no dia 30 de abril deste ano, segundo ele, por causa da transferência da coordenadoria de Barra do Piraí para Vassouras. Sua esposa, Patrícia Fonseca, pediu demissão no BB no início do ano, mais precisamente no dia 16 de janeiro, segundo suas informações, medida de praxe entre os funcionários com 25 anos de casa intencionados em pedir aposentadoria pela Previ-BB.
O Blog do Jeff Castro e o jornal O TASQUIM continuam abertos a todos e quaisquer esclarecimentos que os envolvidos tenham a intenção de fazer após a publicação desta matéria.

segunda-feira, 7 de novembro de 2011

Zé Luiz e Bitu investigados pelo MP na compra de 3 semáforos pelo preço de 27 carros populares


A Promotoria de Justiça de Tutela Coletiva – núcleo Barra do Piraí, instaurou Inquérito Civil Público nº 92/IIP/11 para investigar supostas irregularidades na contratação da empresa Trafit Indústria & Comércio Ltda, responsável pela instalação e venda de três conjuntos de semáforos, que custaram R$ 687.792,29 - o equivalente a 27 carros populares modelo Fiat Uno 2011 com preço unitário de mercado de R$ 24.624,00 - a Prefeitura de Barra do Piraí.
Em agosto o prefeito de Barra do Piraí, José Luiz Anchite, o Zé Luiz (PP), informou em seu programa na Rádio Barra do Piraí - AM, que não estava prestando contas sobre os valores dos semáforos pelo fato dos aparelhos terem sido comprados em caráter experimental pelo prazo de 30 dias. A mentira que o prefeito Zé Luiz tentou sustentar, mesmo ciente de que a publicação da compra dos semáforos no Boletim Municipal não abria qualquer espaço para contrato experimental na lei de licitações, retratava seu desespero com o vexame provocado pela incompetência na instalação dos semáforos que até hoje não funcionam revelando o descaso das autoridades barrenses com o dinheiro do povo jogado, literalmente, na lata do lixo.
Adquiridos e instalados em junho, os semáforos permanecem piscando de forma intermitente na luz amarela nas Palmeiras e Centro da cidade. Na saída da Ponte do Royal os semáforos desapareceram misteriosamente há cerca de um mês.
As suspeitas de superfaturamento recaem sobre o prefeito Zé Luiz, que assinou embaixo do "projeto" do secretário de Cidadania e Ordem Pública, Antônio Carlos Elias, o Bitu, que sequer consultou o Departamento Municipal de Trânsito para opinar sobre a “novidade”.
A promotora Renata Mendes Somesom Tauk, considerando, que as representações nºs 490/11 e 496/11, protocoladas por um cidadão e uma cidadã no MP, relatam que os três conjuntos de semáforos estariam inutilizados provocando caos urbano após suas instalações, e que a contratação da empresa se deu através de inexigibilidade de licitação, decidiu instaurar Inquérito Civil Público solicitando ao Tribunal de Contas do Estado do Rio o envio de todos os documentos relativos ao processo de compra dos semáforos realizado pela Prefeitura de Barra do Piraí, que terá 15 dias para explicar para onde foi levado o conjunto de semáforos instalados na saída da Ponte Irmãos Di Biase (Ponte do Royal) fornecendo cópias integrais do processo de compra 984/2011, bem como as notas de empenho e ordens de pagamento em favor da Tráfit Indústria e Comércio Ltda.
A Promotora de Justiça solicitou ao serviço de inteligência do Ministério Público - GATE (Grupo de Apoio Técnico Especializado) - a qualificação integral dos sócios da empresa e análise contábil da economicidade na compra dos semáforos pelo prefeito Zé Luiz e seu secretário de Ordem Pública Antônio Carlos Elias, o Bitu, que alegaram inexigibilidade de licitação na compra dos semáforos como se houvesse somente uma empresa no mundo com capacidade para fabricá-los e instalá-los.
O conjunto de semáforos da Ponte do Royal desapareceu de madrugada após provocar 30 dias de caos no trânsito em Barra do Piraí
Nas Palmeiras o conjunto de semáforos passa dias e noites piscando de forma intermitente na luz amarela
Também piscando de forma intermitente na luz amarela, o conjunto do Centro da cidade, à exemplo do conjunto instalado nas Palmeiras, vai terminar encontrando uma função neste final de ano. Os dois podem ser utilizados como árvores de natal.

domingo, 6 de novembro de 2011

Cinegrafista da Band atingido por tiro fatal durante operação policial em Antares, no Rio - comentário e opinião


Muito triste, um cinegrafista da Band morto em operação policial no Rio. Somos da imprensa, beleza, mas, como contestador eu preciso perguntar qual a relevância enxergada pelos editores nas cenas de tiroteios repetitivas em operações policiais realizadas no Rio e São Paulo? Do ponto de vista jornalístico, quase nenhuma, pois não há nada que não possa ser publicado, exibido na TV ou transmitido pelas ondas do rádio com total segurança e sem estar necessariamente na linha de frente da guerra urbana. A decisão dos editores busca satisfazer o desejo mórbido dos leitores, ouvintes e telespectadores atingindo os percentuais desejados na venda em bancas de jornal e na aferição dos índices de audiência dos institutos especializados. Então, é triste mas não se pode lamentar ossos do ofício. O cinegrafista, naquele momento, era muito mais do que um  profissional de imprensa, era parte na operação policial, um correspondente de guerra urbana na linha de frente e sem o material de segurança adequado para a posição no "combate". Estou sendo duro com a imprensa e não com o cinegrafista morto, que tenho certeza, amava sua profissão ao ponto de não conseguir perceber que era a principal peça na engrenagem de mais um reality show explorando o sensacionalismo, a barbárie e o risco de morte ao vivo e em cores nas zonas de guerra urbana carioca.


Mas, como eu disse, o gosto mórbido incentiva...

quarta-feira, 26 de outubro de 2011

A farsa nos palanques políticos do desenvolvimento econômico barrense

RoyalPack prevê 290 novos postos de trabalho diretos e mais 350 indiretos ainda em 2011e em plena crise internacional.
Contando estórias de desenvolvimento econômico para boi dormir

O retrocesso no desenvolvimento econômico registrado no índice 0,420 de ICMS – 2011 em Barra do Piraí, mesmo patamar de 2004, tem como maiores causas a queda na produção em duas de suas maiores empresas, a sonegação fiscal e os incentivos fiscais desenfreados e mal calculados oferecidos pelo poder público. Enquanto a BR Metals Ltda, fundição localizada na Estrada Governador Raymundo Padilha, bairro Cantão, vem acumulando dívidas, demitindo funcionários, enfrentando greves e multas pesadas dos órgãos ambientais pela poluição ao Rio Paraíba do Sul, o Grupo MBP deixou de recolher através da Metalúrgica Barra do Piraí, cerca de R$ 45 milhões em ICMS na fabricação das UPAs com notas fiscais emitidas pela Metalúrgica Valença, empresa inaugurada em junho de 2010, que além de nunca ter fabricado as UPAs possui incentivos fiscais estaduais reduzindo o índice de recolhimento de ICMS de 19% para 2%.
Vivendo o vexame do fechamento da fábrica das Usinas Itamarati no bairro Belvedere, que além de incentivos fiscais municipais, foi beneficiada pelo período de 30 anos com a cessão de um galpão comprado pelo município no valor de R$ 1,5 milhão, o prefeito José Luiz Anchite, o Zé Luiz (PP), montou novamente o palanque político para anunciar a empresa catarinense RoyalPack, inaugurada na quinta-feira (20), nas antigas instalações da Belprato, na Grota Funda. Beneficiada também pelos incentivos fiscais estaduais que reduzem a alíquota de ICMS no condomínio industrial acanhado, a RoyalPack, fabricante de utensílios domésticos como embalagens para freezer, sacos para lixo, filmes em PVC, sacos picotados, sacos herméticos, sacos biodegradáveis, sacos recicláveis, papel manteiga, papel alumínio, bandejas em alumínio, protetor de fogão, marmitas e formas de pizza, abre suas atividades repetindo previsões de outras empresas instaladas em Barra do Piraí, que não se concretizaram com o passar do tempo. Segundo a assessoria de imprensa da Prefeitura de Barra do Piraí, a RoyalPack vai gerar 290 novos postos de trabalho diretos e mais 350 indiretos ainda em 2011, números que dificilmente serão alcançados em plena crise internacional. Segundo Fernando Melo, um dos diretores da RoyalPack, o investimento da empresa em infraestrutura ultrapassa os R$ 14 milhões. “Estamos mostrando ao mercado que, mesmo em tempo de crise, é possível acreditar no crescimento e investir pesado em geração de emprego e renda, bem como apostar no desenvolvimento do País”, afirma o diretor Fernando Melo.
Com matriz na cidade de Águas Mornas (SC) e filiais nas cidades de Tijucas (SC), Jaboatão dos Guararapes (PE) e agora Barra do Piraí, a chegada da RoyalPack mereceu o seguinte comentário do prefeito Zé Luiz. “Nossa cidade está carente de empregos e vamos lutar a cada dia mais pela vinda de mais empresas”.
Somente na semana passada as empreiteiras contratadas pela Metalúrgica Barra do Piraí demitiram cerca de 150 funcionários com a interrupção na fabricação das UPAs de lata, agora investigadas pelo Ministério Público Federal.

RoyalPark inaugura filial em Barra do Piraí
Na manhã de quinta-feira (21) o assessor de Comunicação e Marketing da RoyalPack, Caco Rodrigues, confirmou a previsão de 290 empregos diretos e 350 indiretos ainda em 2011, acrescentando, que a expectativa de faturamento no primeiro ano de atividade da filial Barra do Piraí é de R$ 180 milhões. Caco afirmou que o incentivo fiscal baixando a alíquota de recolhimento de ICMS no ainda em formação Pólo Industrial da Grota Funda, foi de fundamental importância na instalação da RoyalPack Rio no município de Barra do Piraí. Os 17% de redução na cobrança de ICMS representam, segundo o assessor de imprensa, mais R$ 30 milhões/ano para a empresa investir em sua linha de fabricação.
A solenidade de inauguração contou com a presença do prefeito José Luiz Anchite (PP), vice-prefeito Maércio de Almeida, vereadores, secretários e diretores municipais e representantes de instituições civis, militares e eclesiásticas.
O JBP - O TASQUIM e o Blog do Jeff Castro criticam a política fracassada de desenvolvimento econômico em Barra do Piraí, dando boas vindas a RoyalPack.
Que o sucesso do empreendimento seja compartilhado pelo povo de Barra do Piraí.

MP investiga relação suspeita entre autoridades do Executivo e diretores das Viações Santo Antônio, Santa Luzia e JC Guimarães


Os ônibus das viações apresentam péssimo estado de conservação e circularam durante meses com documentos atrasados sem sofrer qualquer tipo de fiscalização dos órgãos da Secretaria de Ordem Pública de Barra do Piraí
O prefeito Zé Luiz abafou a “operação vistas grossas” na fiscalização dos ônibus da Santo Antonio, Santa Luzia e JC Guimarães. Zé Luiz ainda renovou as concessões das empresas denunciadas no MP pelo Sindicato dos Rodoviários por suposto crime de apropriação indébita dos descontos previdenciários nos contra-cheques.


A Promotoria de Justiça de Tutela Coletiva – núcleo Barra do Piraí, informou esta semana a instauração do Procedimento Preparatório de Inquérito Civil (51/11) para verificar possível omissão da Secretaria de Ordem Pública no cumprimento de suas atribuições, ante a ausência de fiscalização nos veículos das viações Santo Antônio, Santa Luzia e J.C. Guimarães.

Em novembro do ano passado o prefeito José Luiz Anchite, o Zé Luiz (PP) interrompeu as apreensões de veículos, principalmente de motocicletas, que eram realizadas diariamente pela Guarda Municipal.

Os motivos da interrupção foram às denúncias do jornalista Jeff Castro na coluna Na VOZ do JEFF, que na época era publicada no A VOZ DA CIDADE, jornal diário com sede em Barra Mansa.

O jornalista revelou que através do Sindpass - sindicato patronal das empresas de transporte público no Sul Fluminense com sede em Barra Mansa - os diretores das viações Santo Antônio, Santa Luzia e J.C. Guimarães, Ismael Moreira da Silva e Rafael Vilar Ferreira da Silva, tinham doado três veículos para a Secretaria de Ordem Pública de Barra do Piraí (Uno Mille Fire Flex 4T, ano 2005/2006, cor branca, chassi nº 9BD1582276460 3443 no valor de R$ 20,3 mil; Fiat/Strada Fire Flex, ano 2006/2006, cor branca, chassi nº 9BD27801A 62504120 no valor de R$ 26,366 mil; e Uno Mille Economy Flex 1.0, ano 2010/2011, chassi nº 9BD 15822AB645979, no valor de R$ 24 mil).

As suspeitas eram de que por causa das doações do Sindpass os ônibus urbanos das viações Santo Antônio, Santa Luzia e JC Guimarães não eram fiscalizados pela Guarda Municipal e Demutran, órgãos ligados a Secretaria de Ordem Pública.

Para tentar comprovar as suspeitas de que as doações dos veículos motivavam a “operação vistas grossas” na fiscalização dos ônibus urbanos das citadas viações, o jornalista Jeff Castro tentou obter informações sobre a fiscalização aos ônibus da empresa pela Secretaria de Ordem Pública de Barra do Piraí e não obteve qualquer resposta.

Na época o prefeito Zé Luiz prometeu apurar as denúncias e nenhuma providência ou resposta foi divulgada até hoje. Zé luiz chegou a demonstrar surpresa e reprovação quando tomou conhecimento da fotografia que mostrava o veículo modelo marea, da Fiat, que pertencia ao secretário de Ordem Pública e permanecia guardado no pátio das viações após ter sido, meses antes, alvejado por um coquetel incendiário na Rua Major Ferraz, Centro da cidade. O fato também é investigado na Promotoria de Tutela Coletiva.

Desenvolvimento Econômico: o fracasso de Barra do Piraí

Índice de ICMS retorna ao patamar registrado em 2004

A situação financeira gravíssima da BR Metals, que vem acumulando dívidas, reduzindo o quadro de funcionários, enfrentando greves e multas pesadas dos órgãos ambientais; o fechamento da fábrica das Usinas Itamarati, instalada em galpão comprado por R$ 1,5 milhão pela Prefeitura de Barra do Piraí; e o suposto desvio fiscal no Grupo MBP, que produzia as UPAs de lata na Metalúrgica Barra do Piraí com notas fiscais emitidas pela Metalúrgica Valença, são causas, que aliadas à inércia da fiscalização da Secretaria Estadual de Fazenda e Secretária Municipal de Fazenda na verificação do preenchimento da Declaração Anual para o Índice de Participação dos Municípios (DECLAN-IPM), fizeram o índice 2011 de ICMS de Barra do Piraí retornar ao patamar registrado em 2004.
A Declaração Anual para o IPM (DECLAN-IPM), que apura operações relativas à circulação de mercadorias e prestações de serviços alcançados pela incidência do ICMS, compõe o cálculo dos Índices de Participação dos Municípios (IPM). 
O índice de ICMS em Barra do Piraí em 2004 era de 0,420. Em 2005 subiu para 0,441 e em 2006 caiu para 0,440 mantendo-se estável de 2007 até 2010 em 0,439. Em 2011 o decreto estadual nº 42.992 de 26/05/2011 retornou o índice de Barra do Piraí ao patamar de 2004 (0,420) revelando o retrocesso empresarial e industrial barrense durante os anos de mandato do atual prefeito José Luiz Anchite, o Zé Luiz (PP).
Sem uma política de desenvolvimento econômico, trabalho e renda eficiente ou pelo menos definida, Barra do Piraí, desde 2005 só conhece o crescimento economico e os empregos nas promessas mentirosas dos palanques.

MBP  no escândalo das UPAs de lata
Depois de fechar 44 contratos com o Governo do Estado que somam mais de R$170 milhões em dois anos para a Metalúrgica Valença (MV), o Grupo MBP recebeu R$ 45 milhões em isenção de impostos, como o ICMS. O Grupo MBP foi alvo das denúncias sobre as UPAs de lata construídas na MBP com notas emitidas pela MV, empresa beneficiada pela lei de redução do ICMS de 19% para 2% no município de Valença.

O golpe da Usina Itamarati
A Usina Itamarati, inaugurada (?) em dezembro de 2008 num galpão com 3,5 mil metros quadrados comprado e cedido pela prefeitura de Barra do Piraí por um período de até 30 anos com isenção de tributos municipais incluindo o ISS (Imposto Sobre Serviço) para a unidade de produção e o centro de distribuição de açúcar e de alimentos da empresa, revela-se hoje mais um investimento sem retorno do prefeito José Luiz Anchite, o Zé Luiz (PP), que pagou R$ 1,5 milhão pelo imóvel em nome do povo. Na época, o presidente da Itamarati Sylvio Nóbrega Coutinho, acompanhado pelo empresário Edésio Oliveira, representante da única acionista da empresa,  Ana de Moraes, revelava, que a unidade atingiria 10% de market share no Estado do Rio num primeiro estágio. E que o investimento de R$ 4,5 milhões geraria 61 postos de trabalho até 2010, podendo atingir a meta de 250 postos em 2011. Hoje o galpão está abandonado. Veja foto abaixo

BR Metals faz acordo com MP para pagar R$ 7 milhões de multa pelo vazamento de óleo ascarel no Rio Paraíba do Sul

       A partir de ações do Ministério Público Federal (MPF) do Estado do Rio de Janeiro e da Associação Macaense de Defesa Ambiental (AMDA), a Justiça condenou a BR Metals Fundições a pagar mais de R$ 7 milhões de indenização por poluir o Rio Paraíba do Sul num vazamento de óleo ascarel em Barra do Piraí no ano de 1988, quando a empresa ainda pertencia ao grupo Thyssen Fundições. O valor, sujeito a correção, corresponde à soma das três indenizações fixadas pela 18ª Vara Federal do Rio de Janeiro numa decisão válida para os três processos, abertos em 1990 (90. 0045942-7 – MPF; 90. 0045943-5 - Estado e 90. 0045941-9 - AMDA).
        Em agosto de 1988, o combate a um incêndio com extintores a base de água levou ao escoamento para o Rio Paraíba do Sul, de 190 litros de óleo ascarel, que não evapora mesmo em alta temperatura. Três anos depois, um parecer da Fundação Estadual do Meio Ambiente (Feema) verificou no rio resquícios do óleo ascarel em quantidade acima do normal. “Apesar do longo trâmite na Justiça, em razão da complexidade da matéria tratada nos autos, especialmente quanto à comprovação e valoração do dano ambiental causado, o valor fixado pelo Judiciário possibilitará a implementação de políticas ambientais compensatórias”, diz a procuradora da República Gisele Porto, que acompanhou o processo nos últimos anos. A indenização fixada pela Justiça na contaminação do Rio Paraíba do Sul pelo óleo ascarel será dividida: dois terços irão, a pedido do MPF e da AMDA, para o Fundo de Defesa dos Direitos Difusos, que recupera danos ao meio ambiente e ao patrimônio cultural, entre outros, enquanto outro 1/3 será revertido para o Fundo Especial de Controle Ambiental (FECAM), do Estado do Rio.

BR Metals acumula prejuízos
       Em junho a BR Metals apresentou um quadro bastante negativo com prejuízo líquido em 2008 de R$ 38,65 milhões, em 2009 de R$ 21,24 milhões e em 2010 de R$ 52,478 milhões.  Em 2011 o prejuízo acumulado até abril era de R$ 14,202 milhões. A empresá enfrentou greve de funcionários em agosto e os dados contábeis apresentados pela BR Metals demonstram claramente o início de um processo falimentar, justamente no momento em que o Governo do Estado aplica cerca de R$ 45 milhões na construção de uma ponte para beneficiar a empresa.