quinta-feira, 8 de setembro de 2016

Justiça bloqueia bens de Zé Luiz e da Trafit, empresa que vendeu três semáforos para a Prefeitura de Barra do Piraí


três semáforos pelo preço de 27 carros populares em 2011

A desembargadora Valéria Dacheux Nascimento, da Décima Nona Câmara Cível do Rio de Janeiro, negou o pedido do deputado estadual José Luiz Anchite (PP) e da empresa Trafit Indústria e Comércio Ltda, mantendo as penhoras de quantos bens forem necessários para ressarcir aos cofres públicos, R$ 666,4 mil gastos na compra de três conjuntos de semáforos pela Prefeitura de Barra do Piraí.



A penhora foi pedida pelo Ministério Publico Estadual na Ação Civil Pública - improbidade administrativa - movida na 1ª Vara da Comarca de Barra do Piraí para investigar a inexigibilidade de licitação alegada por Zé Luiz na compra de três semáforos no valor de 27 carros populares em 2011.


Para dispensar a licitação, o então prefeito Zé Luiz alegou, que os aparelhos não possuíam concorrentes no mercado devido ao design diferencial desenvolvido pela empresa Trafit Indústria e Comércio Ltda.



O que está sendo apurado na Ação Civil Pública é somente o procedimento ilegal na compra três semáforos, repito, pelo valor de 27 carros populares em 2011, pelo ex-prefeito de Barra do Piraí.

Acredito que o Ministério Público Estadual poderia ir além e apurar também os valores absurdos pagos por aparelhos, que segundo Zé Luiz, nem a NASA consegue fabricar.


quarta-feira, 7 de setembro de 2016

Até quando o Governo do Estado será o grande "trunfo" do vereador Guy e do deputado Zé Luiz?



Até quando o Governo do Estado será o grande "trunfo" nas mãos do vereador Gustavo Guy (PP), sobrinho do governador licenciado Luiz Fernando Pezão; e do deputado estadual José Luiz Anchite (PP), que sempre apresenta como “carta na manga” o apoio do governador em exercício, Francisco Dornelles?

Com duas contas (2010 e 2012) como Prefeito de Barra do Piraí, rejeitadas e reprovadas no Tribunal de Contas do Estado do Rio de Janeiro e Câmara de Vereadores, o deputado estadual Zé Luiz (PP), que sequer deveria ter o direito de concorrer em uma eleição democrática, ocupa, ao arrepio da moralidade e da legalidade, cargo eletivo na Assembleia Legislativa Estadual do Estado do Rio Janeiro (Alerj), que, pelo menos até o momento, ofereceu ao município somente promessas mentirosas e algumas dezenas de cargos inoperantes para acomodar apaniguados.




Ocupando a cadeira de Prefeito de Barra do Piraí em meio a escândalos sucessivos de 2005 a 2012, como a compra de três conjuntos de semáforos pelo valor de 27 carros populares à época; construção de apenas um piso no mercado municipal por R$ 4,5 milhões, e os carros da Guarda Municipal doados por concessionárias municipais de transporte público através do Sindipass (Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros), o hoje deputado estadual Zé Luiz não se cansa de dizer, que todas as questões complicadas  são abafadas com o apoio do governador em exercício, Francisco Dornelles (PP).


Para Zé Luiz, qualquer questão, seja no Executivo, Legislativo ou Judiciário, será resolvida, basta ver o recente episódio dos 62 candidatos a vereador, que não foram inscritos regularmente nesta eleição na coligação apoiada pelo deputado estadual e que concorrem, segundo informações do próprio, pela força política do Partido Progressista do governador em exercício do Estado, Francisco Dornelles, a quem o deputado estadual pediu ajuda para tentar corrigir a maior incompetência partidária em Barra do Piraí.


VEJAM COMO EXEMPLOS DOIS ESCÂNDALOS ENVOLVENDO O SECRETÁRIO DE CULTURA E TURISMO NO GOVERNO ZÉ LUIZ


Em dezembro de 2011, o então prefeito Zé Luiz pagou R$ 27 mil pelo show de Leoni na Praça Nilo Peçanha, no Centro de Barra do Piraí.

Abaixo a publicação sobre a contratação de Leoni por inexigibilidade de licitação.




No dia 28 de dezembro de 2011, verifiquei que dois e-mails do secretário de Cultura e Turismo, Gustavo Guy de Carvalho Horta Jardim, à época, vereador licenciado para ocupar o cargo no governo Zé Luiz, tinham sido enviados para minha conta de correio eletrônico.

Telefonei imediatamente para Gustavo Guy, que revelou a suspeita de invasão em seu e-mail para justificar as informações enviadas à minha conta particular.


O primeiro e-mail revelava uma conversa entre o secretário de Cultura e Turismo, Gustavo Guy, e o promotor de eventos, Marcelo Amorim, que recentemente ocupou cargo no Governo do Estado mesmo tendo sido cassado em 2008 por compra de votos na cidade de Volta Redonda.


No e-mail em que Marcelo Amorim revelava ao Secretário Gustavo Guy, que o show de Leoni custava R$ 16 mil em duas parcelas, estava anexado o contrato do artista enviado pela empresária cultural chamada Silvina Brandão, com cópias para outras duas empresárias do ramo, identificadas como Vera e Bahiana.



Então eu enviei e-mail para a empresária Silvina Brandão, pedindo explicações sobre a venda do show do Leoni para a Prefeitura de Barra do Piraí e recebi um telefonema da empresária cultural Vera, da empresa Mania Show, confirmando, que o show do Leoni tinha custado R$ 16 mil e que ela tinha devolvido R$ 9 mil do contrato realizado com a Prefeitura de Barra do Piraí no valor de R$ 27 mil, para o secretário Gustavo Guy, segundo Vera, para que fossem contratados serviços de palco, som e iluminação.

É legal um Secretário Municipal receber R$ 9 mil em dinheiro de uma empresária cultural como devolução de um pagamento efetuado pela Prefeitura de Barra do Piraí na compra de um show?


O CONTRATO DE LEONI













O SEGUNDO EMAIL


O segundo e-mail revelava uma conversa entre o secretário de Cultura e Turismo de Barra do Piraí, Gustavo Guy de Carvalho Horta Jardim, e o empresário cultural, Hélio “Helinho” Fazolato.

Na conversa, Gustavo Guy informava a Helinho Fazolato, que após um suposto encontro com o prefeito de Volta Redonda, Antônio Francisco Neto, ele estava enviando uma lista de artistas, que seriam, supostamente, contratados pelo Projeto Cultura da Cidade do Aço, que era realizado, à época, às terças-feiras em Volta Redonda.
                         
Contatado, Gustavo Guy prometeu esclarecimentos, que nunca foram prestados.

Já o empresário cultural Helinho Fazolato, solícito e surpreso com o e-mail enviado para minha conta particular, esclareceu, que realmente recebeu as propostas enviadas por Gustavo Guy, porém, nenhum contrato foi fechado com o projeto cultural da Prefeitura de Volta Redonda.






Todas as informações e citações nesta matéria estão registradas e documentadas nas edições impressas do jornal O TASQUIM, com exceção das doações de veículos para a Guarda Municipal pelas concessionárias municipais de transporte público através do Sindipass, que foram registradas e documentadas na coluna A VOZ DO JEFF, que eu assinava no diário A VOZ DA CIDADE, com sede em Barra Mansa.

O BLOG DO JEFF CASTRO garante a todos os citados o direito de expressão nesta mesma matéria, que será atualizada assim que suas versões sobre os fatos sejam enviadas para publicação.

domingo, 4 de setembro de 2016

Jornalista disse que não foi nomeada pelo vereador Cristiano Almeida porque se recusou a dividir o salário de assessora parlamentar


E nesse Brasil, onde os jornalistas são culpados quando publicam verdades, quando cidades são depredadas porque uma presidente eleita via estelionato eleitoral foi cassada e, particularmente, quando alguém muito bonzinho e extremamente religioso, é desmascarado numa cidade conservadora, onde os valores ainda são o sobrenome e o poder aquisitivo, este último, muitas das vezes conquistado à sombra da família, eu prossigo com a matéria sobre assessores parlamentares que dividem salários pela imposição da necessidade, do problema financeiro e da certeza, que apesar da quantia ser menor do que o valor descrito no contra-cheque, não há a contrapartida do trabalho.

Como se diz no popular: o que vier é lucro.

Entretanto, existem pessoas, que apesar dos momentos difíceis, inerentes ao início de uma caminhada profissional, não se rendem a facilidade do pouco em troca de nada.

Ontem, nos comentários em minha do tempo no Facebook, que foram registrados pelo compartilhamento da primeira matéria sobre o tema neste Blog, o ex-vereador Cristiano Almeida, além de confirmar, que dividia o salário do assessor parlamentar Luis Simpatia, revelou, que os senhores Jorge e Esaltino eram os beneficiados secretos embutidos no salário do colunista social do jornal O Barrense, uma das empresas de Doutor Júnior.




Secretos, porque Cristiano Almeida teve uma década para revelar e não revelou a “boa ação”, considerada, agora, pelo ex-vereador, “como o milagre que dividiu o pão entre três pessoas necessitadas”.

Ora, porque então a consciência filantrópica de Cristiano Almeida não dividiu o seu próprio salário de vereador com mais pessoas necessitadas?

Neste caso, a esmola não foi dada pela mão direita e tampouco pela esquerda do ex-vereador, mas, pelas mãos do pequeno, que aceita cada centavo porque precisa dele.

Quem pensa que eu esperei alguns meses para publicar a confissão de Cristiano Almeida ao repórter Ronaldo José da Silva, não sabe que foram 11 anos para comprovar a prática de dividir salário de assessor parlamentar adotada como filantropia pelo ex-vereador.

Em janeiro de 2005 eu fui procurado pela jornalista Lilian Amaral, que à época revelou não ter sido nomeada pelo então vereador Cristiano Almeida porque ela tinha se recusado a dividir o seu salário como assessora parlamentar.

Como seria a palavra da jornalista contra a palavra do vereador, não publiquei a matéria no meu jornal JBP, que circulou 23 anos em Barra do Piraí.

Eram outros tempos, diferentemente de hoje, o poder não estava nas mãos da verdade, mas, de quem se apresentava como autoridade, "santificada" pelo voto.

Todavia, assim que recebi a denúncia da jornalista eu telefonei para o vereador, que bastante nervoso, me disse, à época: vou fazer você engolir suas palavras.

E porque eu resolvi revelar, somente 11 anos depois, o nome da jornalista Lilian Amaral, até então preservado por mim?

Mais uma vez cabe ao próprio Cristiano Almeida explicar, já que foi ele quem revelou o nome de Lilian no comentário publicado para responder a minha afirmação sobre possuir mais uma testemunha no caso da divisão do salário do assessor parlamentar.

Agora é só colocar todos de frente, olhos nos olhos.

"De todas as liberdades é a de imprensa a mais necessária e a mais conspícua; sobranceia e reina entre as demais. Cabe-lhe, por sua natureza, dignidade inestimável de representar todas as outras" - Rui Barbosa


LEIAM OS COMENTÁRIOS EM MINHA PÁGINA DO FACEBOOK:







sábado, 3 de setembro de 2016

Cristiano Almeida admite que dividia salário do assessor Luis Simpatia e que foi nomeado pelo Zé Luiz no gabinete do Papinha porque precisava de um cargo para não trabalhar


ESCÂNDALO NO PARTIDO PROGRESSISTA


reprodução

Cristiano Almeida, Doutor Júnior e Zé Luiz - cúpula do PP de Barra do Piraí em xeque.


Em conversa com o repórter Ronaldo José da Silva via inbox - Facebook, o ex-vereador Cristiano Almeida, que cumpriu seu mandato eletivo de 2005 a 2008, admitiu, que dividia o salário de seu assessor parlamentar, Luis Simpatia, colunista social do jornal O Barrense, com mais duas pessoas que o ajudavam na política assistencialista praticada nos bairros de Barra do Piraí.

Cristiano Almeida, admitiu, também, que em 2015 foi nomeado pelo então Secretário de Estado de Desenvolvimento Regional, Abastecimento e Pesca, deputado estadual José Luiz Anchite (PP), no gabinete de seu suplente, deputado estadual Papinha (PP), para atuar como advogado e tesoureiro do Partido Progressista em Barra do Piraí.

Na conversa com o repórter, Cristiano Almeida, explicou, que ele não foi nomeado na Secretaria de Estado de Desenvolvimento Regional, Abastecimento e Pesca, pelo então titular da Pasta, deputado estadual José Luiz Anchite, porque ele necessitava de um cargo que não precisasse trabalhar, daí a opção pela assessoria parlamentar do deputado estadual Papinha (PP), na Assembleia Legislativa do Estado do Rio (ALERJ).

Entendam o caso:

No dia 15 de dezembro de 2015, o ex-vereador Cristiano Almeida publicou no Facebook o Ofício 13/2015, protocolado no DER-RJ (Departamento de Estradas de Rodagem do Estado do Rio de Janeiro).

Como morador de Ipiabas, Cristiano Almeida, estava pedindo no ofício, que o DER realizasse uma operação tapa-buracos na RJ-137, que liga o distrito a sede do município.

Então eu resolvi comentar a publicação de Cristiano Almeida, argumentando, que ele poderia pedir ao deputado estadual Papinha, uma força junto ao DER, já que ele era seu assessor parlamentar.

O ex-vereador não gostou e nos comentários da mesma publicação no Facebook, seguiu-se o embate, que foi deletado por Cristiano Almeida e printado por mim antes disso.


EMBATE.






A CONVERSA ENTRE CRISTIANO ALMEIDA E O REPÓRTER RONALDO JOSÉ DA SILVA

Irritado com a publicação do repórter Ronaldo José da Silva, que tinha compartilhado e comentado em sua linha do tempo no Facebook, o embate entre eu e Cristiano Almeida, que foi reproduzido acima, o ex-vereador, advogado e tesoureiro do Partido Progressista de Barra do Piraí, conversou com o repórter, via inbox do Facebook.

LEIA ABAIXO:








Na conversa, Cristiano Almeida, admitiu, que dividia o salário de seu assessor parlamentar, Luis Simpatia, colunista social do jornal O Barrense, com mais duas pessoas que o ajudavam na política assistencialista praticada nos bairros de Barra do Piraí.

O ex-vereador, admitiu, também, que tinha sido nomeado pelo então Secretário de Estado de Desenvolvimento Regional, Abastecimento e Pesca, deputado estadual José Luiz Anchite (PP), no gabinete de seu suplente, deputado estadual Papinha (PP), para atuar como advogado e tesoureiro do Partido Progressista em Barra do Piraí.


MEU COMENTÁRIO




Em total dissonância com o Princípio da Moralidade determinado pela Constituição Federal de 1988, o ex-vereador Cristiano Almeida foi nomeado no Diário Oficial do Estado do Rio de Janeiro, no dia 10 de março de 2015, pela Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro, no gabinete do deputado estadual Papinha (PP), para trabalhar como advogado e tesoureiro do Partido Progressista em Barra do Piraí.

Assessor Parlamentar, categoria funcional CCDAL 51, salário mensal: R$ 6.490,35.

Como se não bastasse ferir o Princípio da Moralidade, o tesoureiro e advogado do Partido Progressista de Barra do Piraí, ao que parece, desconheceu o Código de Processo Penal Brasileiro.


CRIME DE CONCUSSÃO NO CÓDIGO PENAL BRASILEIRO


PRESCRIÇÃO PARA CRIME DE CONCUSSÃO

ATUALIZANDO



Hoje, o advogado e tesoureiro do Partido Progressista de Barra do Piraí, ex-vereador Cristiano Almeida, é novamente candidato a vereador do PP na coligação dos candidatos Doutor Júnior para prefeito e Gustavo Guy para vice-prefeito, ambos também do Partido Progressista de Barra do Piraí, legenda, que também conta com a filiação do deputado estadual José Luiz Anchite.


reprodução

O ex-deputado Papinha é candidato a Prefeito da Cidade de Campos dos Goytacazes pelo Partido Progressista local.


reprodução

Luis Simpatia ainda responde pela coluna social do jornal O Barrense, em Barra do Piraí.


OUVINDO AS PARTES:

Cristiano Almeida confirmou a conversa e o teor da mesma pelo telefone.

O colunista social de O Barrense e ex-assessor parlamentar, Luis Simpatia, não atendeu aos telefonemas.

O telefone do deputado estadual do PP, José Luiz Anchite, estava fora da área de cobertura em todas as tentativas de contato.

Não foi possível conseguir contato com o ex-deputado e candidato a Prefeito pelo Partido Progressista da Cidade de Campos dos Goytacazes, Papinha.

O BLOG DO JEFF CASTRO garante a todos os citados o direito de expressão garantido pela Constituição Federal nesta mesma matéria, que será atualizada assim que suas versões sobre os fatos sejam enviadas para publicação.


sábado, 5 de abril de 2014

CARGA HORÁRIA EXCESSIVA, FALHA EM PROCEDIMENTO, AUMENTO DOS LUCROS E DESPREZO PELA VIDA SÃO AS CAUSAS DO ACIDENTE DA MRS LOGÍSTICA S/A NA SERRA DE ARANTINA

Assustadora a verdade sobre o acidente com a composição da MRS Logística S/A na Serra da Arantina, no Túnel dos Cabritos, na linha férrea ramal Minas Gerais, que corta o município de Arantina.

Duas locomotivas à frente de uma composição com 131 vagões carregados com minério de ferro, pesando, aproximadamente, 12 mil toneladas. Atrás, uma locomotiva que auxilia na condução da carga e é controlada pelo maquinista responsável pela composição que transporta o minério de ferro de Águas Claras, Minas Gerais, para a Ilha de Guaíba, na Costa Verde fluminense, passando por Barra do Piraí.

Após passar pelo Túnel dos Cabritos o maquinista cumpriu o procedimento da empresa parando a composição no semáforo vermelho para efetuar a manobra chamada locotrol. Esta manobra consiste em retirar ou acoplar locomotivas para a condução adequada na descida da serra sentido Volta Redonda.

Então o maquinista prosseguiu o procedimento determinado pela MRS Logística, que era:
Desengatar as duas locomotivas da composição com 131 vagões mais a locomotiva da traseira, seguir até o pátio na cidade de Bom Jardim para buscar mais duas locomotivas que auxiliariam na descida da Serra de Arantina.

Antes de desengatar as duas locomotivas da dianteira o maquinista configurou por controle remoto a condição de “espera” no computador de bordo da locomotiva da traseira. Esta condição de “espera” consiste em enviar para a locomotiva da traseira, que permanece engatada aos 131 vagões, um sinal via satélite que aciona o sistema para controlar os freios e manter a força motora necessária para paralisar toda a composição até que o maquinista retorne com quatro locomotivas de Bom Jardim para finalizar a manobra e descer a serra com segurança.

Dentro do túnel dos cabritos existem fibras óticas que transmitem os sinais via satélite, só, que, devido às chamadas zonas mortas, o sinal transmitido corretamente pelo maquinista para deixar a composição parada naquele local não foi recebido pelo computador de bordo da locomotiva controlada remotamente.

Sem condutor a locomotiva e os 131 vagões carregados com minério de ferro começaram a descer a Serra de Arantina aumentando gradativamente a velocidade.

Uma segunda composição formada por duas locomotivas e mais 134 vagões carregados de minério de ferro, que era conduzida também por somente um maquinista, manobrava no trecho para repetir o mesmo procedimento chamado locotrol.

Uma terceira composição também com um maquinista no comando de uma locomotiva e 134 vagões aguardava o mesmo procedimento com a finalidade descer a Serra de Arantina.

Com exclusividade ouçam abaixo o desespero no Centro de Controle Operacional da MRS Logística na cidade de Juiz de Fora, onde os operadores conversam com os maquinistas das três composições sobre o iminente acidente que aconteceria na descida da Serra de Arantina. Percebam que a preocupação com as locomotivas superou a preocupação com a vida dos maquinistas após a colisão que derramou grande quantidade de óleo diesel e minério de ferro na natureza.


No áudio exclusivo do Blog do Jeff Castro é possível ouvir quando o maquinista da terceira composição avisa que vai pular do trem em movimento e em rota de colisão com a composição desgovernada. Pode-se ouvir também o maquinista que fez a manobra locotrol no semáforo próximo ao túnel dos Cabritos dizer: “se tivesse com o procedimento antigo de recuar pra fora e parar nada disso tinha acontecido, já estava escrito que isso ia acontecer”.

O que seria este "recuar pra fora" no áudio do maquinista?

O antigo procedimento retirava a composição inteira do túnel dos Cabritos para realizar a manobra locotrol.

ATUALIZANDO COM POSTAGEM DE VÍDEO - 09/04/2014 - 23:32

Cópia de segurança feita porque eu suspeitava que o autor do post sobre o acidente no YouTube iria apagar o vídeo de seu mural. A qualidade do vídeo não é boa mas serve para garantir a matéria publicada no Blog do Jeff Castro.




CARGA HORÁRIA EXCESSIVA, FALHA EM PROCEDIMENTO, AUMENTO DOS LUCROS E DESPREZO PELA VIDA COMO PRINCIPAIS CAUSAS DO ACIDENTE NA SERRA DE ARANTINA

Vamos à rotina do maquinista condutor da composição que provocou o acidente.

No dia 1 de abril ele se apresentou por volta das 6 horas no pátio de Bom Jardim (MG). Passou pelo procedimento do bafômetro e ficou cerca de 3 horas aguardando uma composição para cumprir 9 horas de trabalho até o pátio P2-14, onde um veículo da Vix Locadora, empresa terceirizada pela MRS, o levou até Volta Redonda, cerca de uma hora de viagem.

Às 19 horas, o maquinista, que tinha cumprido 13 horas de trabalho, seguiu para um hotel  na avenida Amaral Peixoto, em Volta Redonda.

Na manhã seguinte o maquinista se apresentou às 5 horas, dia 2 de abril, no pátio da MRS na cidade do aço para conduzir uma locomotiva com 76 vagões com cargas diversas até a cidade de Barbacena (MG).

Por volta das 16 horas o maquinista chegou em Barbacena e foi levado por um veículo da Vix até a cidade de Bom Jardim, chegando às 17h30 em sua residência.

No dia 3 o maquinista se apresentou novamente as 8h30 para conduzir a composição que provocou o acidente na Serra de Arantina por volta de 14 horas.

Se já não bastasse o absurdo da monocondução - segundo a MRS Logística S/A a monocondução é garantida pelo chamado “homem morto”, botão que tem que ser acionado de um minuto e trinta segundos em um minuto e trinta segundos pelo maquinista -  fatores como a carga horária excessiva e a falha no procedimento locotrol  com a clara finalidade de acelerar o tráfego de cargas, explorando ao máximo os maquinistas para diminuir o tempo nos intervalos das composições aumentando astronomicamente os ganhos, são, aos meus olhos, as razões da composição desgovernada na Serra de Arantina.

Como Barra do Piraí é cortada pela linha férrea e é também “bombardeada” pelas notícias sobre a redução do tempo entre as composições de carga que cortam a cidade, fica para nós cidadãos barrenses o grande alerta.

Há cerca de 15 dias uma outra falha em sistema da MRS Logística S/A, conhecido como CBTC, travou o sistema paralisando uma composição na passagem de nível da Rua Aureliano Garcia, em Barra do Piraí.

Que os promotores do Ministério Público de Direitos Difusos e do Trabalho adotem providências porque a MRS Logística S/A está tentando abafar o caso Serra de Arantina, fato, que não acontecerá, pois, graças a minha credibilidade junto a população e aos funcionários da empresa, ele chegou até aqui.

Vejam as fotografias do acidente









quinta-feira, 26 de setembro de 2013

Escritor e jornalista João Ribeiro vai a Passo Fundo redescobrir a história de Teixeirinha

reprodução

O amigo, escritor e jornalista João Ribeiro Neto, conhecido poeta dos pampas, brizolista ferrenho, que me deu a honra de ilustrar a capa de seu livro de crônicas “Existe vida após o casamento”, me enviou hoje uma matéria sobre a vida de Teixeirinha. Conheçam um pouco sobre a história deste ícone da música caipira no Brasil.

Por João Ribeiro Neto

Quem de Sul a Norte do Brasil não ouviu falar no famoso gaúcho de Passo Fundo ou nunca ouviu músicas como “Coração de Luto”, “Querência Amada”, “Velho Casarão”, “Tropeiro Velho” e tantas outras canções tradicionalistas gaúchas? Pois estamos falando de Vitor Mateus Teixeira, o “Teixeirinha”, também conhecido como o “Rei do Disco” por ter vendido mais álbuns que o próprio Roberto Carlos.
 Escritor João Ribeiro Neto em frente ao monumento em homenagem ao Teixeirinha, em Passo Fundo/RS
Apesar de sua biografia ser vasta e facilmente acessível nas diversas mídias eletrônicas e também nas enciclopédias contemporâneas, resolvi ir pessoalmente a cidade Passo Fundo/RS na “Semana Farroupilha” desse ano para descobrir mais curiosidades de Teixeirinha na visão de quem conviveu com ele no dia-a-dia e o conheceu fora dos palcos e antes da fama.
Depois de percorrer muitos CTG´ s (Centro de Tradições Gaúchas) de Passo Fundo em busca de um contemporâneo de Teixeirinha, fui apresentado ao célebre escritor, locutor de rádio e pesquisador da história do Rio Grande do Sul e do folclore gaúcho, Orlei Vargas Carames ou, simplesmente, “o gaúcho”, como gosta de ser chamado.
Na entrevista concedida com exclusividade a mim em seu galpão tipicamente gauchesco, Orlei Vargas Carames revelou que Teixeirinha chegou a Passo Fundo ainda criança após a morte dos seus pais, pois ele era natural de uma cidade da região chamada Rolante. Seu primeiro empreendimento foi montar um “tiro ao alvo” na cidade para sobreviver com muita dificuldade financeira e muitas restrições. Além disso, tocava e cantava em CTG (Centro de Tradições Gaúchas) da região porque a música sempre fez parte de sua vida.


Orlei Vargas Carames escritor, locutor de rádio e pesquisador da história do Rio Grande e do folclore gaúcho

Depois de algum tempo, Teixeirinha aventurou-se a gravar um pequeno “LP” (antigo disco de vinil) com pouquíssimas músicas de sua autoria, sem grandes ambições. Porém, o sucesso foi imediato como conta seu amigo pessoal Orlei Vargas Carames. “O Teixeira conseguiu gravar algumas faixas para um LP em São Paulo e quando retornou a Passo Fundo foi surpreendido por um telefonema da gravadora Continental dizendo que seu trabalho teve uma boa vendagem e que era para ele ir ao banco em que tinha conta para retirar um cheque como pagamento e em seguida compor novas músicas para gravar. Quando ele foi ao banco surpreendeu-se com a alta quantia depositada em sua conta bancária e até desmaiou de emoção e susto na hora”; disse.
Ainda segundo esse amigo pessoal de Teixeirinha, o primeiro investimento do cantor foi comprar uma Kombi e se mudou para Porto Alegre, no bairro da Glória onde até hoje existe a casa em que o cantor morou grande parte de sua vida.
A partir desse momento, Teixeirinha não parou mais de compor e gravar, além de fazer shows em todas as partes do Brasil e a estrela de Vitor Mateus Teixeira brilhava mesmo quando ele era zombado, pois, segundo Carames, o saudoso Chacrinha apresentava na época um programa importante de rádio e, brincalhão como era, Chacrinha apelidou a música “Coração de Luto” de “Churrasquinho de Mãe” e a tocava várias vezes por dia para tirar sarro de Teixeirinha. Mas, para a surpresa de todos, a música caiu no gosto do povo e virou um sucesso nacional. Daí em diante, Teixeirinha passou a participar de programas televisivos em rede nacional e depois até investiu em fazer filmes sobre si mesmo uma vez que seu sonho era ser “o mocinho do cinema” conforme confidenciava para seus amigos mais próximos.




Rancho do Teixeirinha em Passo Fundo/RS

Na visão de seu amigo Orlei Vargas Carames, o sucesso e a fama fizeram mal ao Teixeirinha de imediato, pois ele deixou de ser aquela pessoa simples do interior do Rio Grande. Foi, então, apresentado na cidade de Bagé, fronteira com a Argentina, a uma pobre adolescente que tocava maravilhosamente bem gaita (também conhecida como acordeom ou sanfona) e que era muito fã dele, a Mary Terezinha. “O Teixeira ficou doente de paixão pela Mary assim que viu aquela morena linda com traços indígenas tocando gaita. Propôs que ela fosse morar com ele em Porto Alegre e montou uma casa para Mary e sua família que era muito pobre. Ele já era casado e tinha filhos quando a conheceu, mas, sua paixão por ela falou mais alto e se transformou num amor doentio a ponto de Teixeirinha não deixar ninguém se aproximar dela e nem falar com ela”; conta Carames que, inclusive, chegou a presenciar muitas brigas do casal por ciúme.
O sucesso da dupla foi fenomenal, gravaram muitas músicas e fizeram muitos shows e filmes juntos, mas, tudo acabou quando Mary Terezinha resolveu abandonar Teixeirinha para se casar em 1984 com um “mentalista” (místico que acreditava no poder da mente) chamado Ivan Trilha, inimigo de Teixeirinha. Ela deixou um bilhete com os seguintes dizeres: “Não me farei mais presente ao teu lado”!
Começava aí a doença fatal que levaria o ídolo gaúcho para a morte dolorida, consumido pela tristeza e dor do abandono de sua amada, a “menina da gaita”, como era conhecida Mary Terezinha. “Eu digo que o Teixeira morreu de uma doença chamada Mary Terezinha. Ele nunca aceitou o fim do relacionamento. Compôs inúmeras músicas falando desse abandono e, aos poucos, foi perdendo o interesse pela vida”; define Vargas Carames.
O casamento de Mary Terezinha com Ivan Trilha durou apenas 5 anos, logo se separaram e a gaiteira jamais voltou a fazer sucesso após a morte de Teixeirinha, a qual se deu em 1985 após ser consumido pela doença e pela depressão. “O povo gaúcho comprou a dor do Teixeirinha quando ele foi abandonado pela Mary e nunca a perdoou por isso. Tanto que, apesar da beleza e do talento, ela caiu na sombra do esquecimento”; disse Orlei Vargas, o fiel amigo de Teixeirinha que o acompanhou até seus últimos momentos de vida.
Teixeirinha está sepultado no cemitério da Santa Casa, em Porto Alegre onde tem um busto em sua homenagem e é muito visitado por fãs No dia de seu enterro foi tocada a música “Gaita e violão” que fizera após sofrer o abandono da grande paixão da sua vida, Mary Terezinha, como seu último desejo em vida: “Depois que ela foi embora/Não encontrei mais razão/Não sai de mim a tristeza/E a mágoa do coração/Eu só encontro consolo/Na rima o verso e a canção!”

terça-feira, 15 de janeiro de 2013

Vereador Pedrinho ADL e conselheiro tutelar Arnaldo Feijó são suspeitos de fraude em adoção de criança em Barra do Piraí



No dia 05 de dezembro de 2012 a senhora XXXXXXX XXXXXX XXXXXXXXX procurou o Centro de Referência Especializado da Assistência Social de Barra do Piraí (CREAS/BP) para pedir seu filho de volta, XXXXXX XXXXXXXX, nascido em 28 de novembro de 2012 no município. Segundo relatos de XXXXX, após uma desavença com o suposto pai de primeiro nome Alecsando, que exigiu exame de dna para registrar a criança em seu nome, ela procurou o conselheiro tutelar Arnaldo Feijó, que pediu que ela comparecesse a sede do Conselho Tutelar de Barra do Piraí. Na sede e em companhia do conselheiro Feijó, a mãe conta que um telefonema para o vereador Pedro Fernando de Souza Alves, o Pedrinho ADL (PRB), a levou até a Câmara de Vereadores. No gabinete de Pedrinho ADL a mãe XXXXXXX ficou sabendo que ele já possuía um casal para adotar a criança, Rosilene e Joaquim Carlos, que residem em Santa Rita de Jacutinga (MG). Segundo consta nos relatos ao CREAS/BP, o vereador Pedrinho ADL e uma assessora de nome Cláudia, teriam instruído a mãe da criança a escrever e assinar uma declaração manifestando o interesse em entregar seu filho para a adoção do casal.
XXXXXXXX contou que seu filho tinha sido levado para Santa Rita de Jacutinha no dia anterior (04 de dezembro), sem que ela soubesse o endereço do casal. Indagada se houve pagamento pela adoção, a mãe disse que não, apesar de ter recebido R$ 30 do vereador Pedrinho ADL para comprar uma cinta que necessitava por recomendação médica.

A COMUNICAÇÃO DA MÃE AO CREAS



Em 19 de dezembro o Conselho Tutelar de Barra do Piraí fez reunião para avaliar a questão que já tinha sido levada ao Ministério Público pela mãe da criança no dia 12 de dezembro. Segundo relatado na ata de reunião, o conselheiro Feijó ficou surpreso e disse que desconhecia a gravidade do assunto, pedindo desculpas revelou que não comentou com ninguém do conselho sobre o assunto e que não tinha a intenção de prejudicar ninguém.
Os conselheiros enviaram ofícios ao MP, Câmara de Vereadores e Secretaria Municipal de Assistência Social informando a gravidade da conduta que afastava imediatamente o conselheiro Feijó do cargo.
Na apuração o conselheiro Feijó disse que após deixar a mãe no gabinete do vereador Pedrinho ADL não teve mais contato com ela e que estava ciente de que tinha agido de forma errada, já que sua obrigação funcional seria encaminhar a mãe e a criança para a Justiça da Infância e da Juventude de Barra do Piraí.
Na decisão de afastar o conselheiro Feijó o presidente do Conselho Municipal da Criança e do Adolescente (CMDCA) revelou que o vereador Pedrinho ADL já esteve envolvido em suposta fraude no sistema de adoção e que a criança desse outro caso encontra-se ainda acolhida na Casa da Juventude em Barra do Piraí.
Estatuto da Criança e do Adolescente – Artigo 13 – As gestantes ou mães que manifestem interesse em entregar seus filhos para adoção, serão obrigatoriamente encaminhadas a Justiça da Infância e da Juventude.
A Câmara de Vereadores já tem muito trabalho após sua instalação. Abrir um processo para apurar o caso e se confirmado cassar o mandato do vereador Pedrinho ADL, o mais votado em outubro do ano passado.
É muito mais que uma vergonha. É um crime contra o povo brasileiro!

Como o conselheiro tutelar Arnaldo Feijó confirmou em depoimento sua participação, foi desnecessário ouvi-lo. Já o vereador Pedrinho ADL não atendeu minhas ligações  e eu deixei mensagem em sua caixa de entrada do telefone celular.

Todos os citados podem e devem se manifestar no Blog do Jeff Castro se assim acharem necessário.

OS DOCUMENTOS CONSEGUIDOS COM EXCLUSIVIDADE PELO BLOG DO JEFF CASTRO